O líder do PMDB na Câmara, Wilson Santiago (PB), avisou nesta segunda-feira que o partido não abrirá mão da presidência da Casa e negou a existência de um acordo para que o PT assuma o cargo.
- Não há negociação aberta com o PT. O PMDB defenderá até o último instante o seu direito. O PMDB conquistou isso nas urnas -, disse.
Santiago refere-se ao fato de que o PMDB terá o maior número de deputados na próxima legislatura (89), contra 83 do PT, que ficou com a segunda maior bancada. A Constituição e o regimento interno da Câmara dizem que deve ser respeitada a proporcionalidade das bancadas na eleição da Mesa Diretora da Casa. Ou seja, teoricamente, o PMDB indicaria o presidente a partir de 2007.
O PT, no entanto, quer lançar o líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), ao cargo. A briga entre PT e PMDB pode abrir uma disputa na própria base aliada do governo.
Nesta segunda, o presidente do PT, Marco Aurélio Garcia, tentou acalmar os ânimos e disse que o " o PT não vai decidir sozinho e que a eleição será uma discussão entre os aliados para se encontrar um nome comum. Não há necessidade de conflito nesse debate".
Dois nomes despontam como favoritos dentro do PMDB: Geddel Vieira Lima (BA) e Eunicio Oliveira (CE).
- A posição da bancada é de defesa da presidência da Câmara. O nome será escolhido pelos deputados do partido. Acredito que o PT irá respeitar o regimento -, ressaltou Santiago.
Líder do PMDB avisa que partido não abrirá mão da presidência da Câmara
Segunda, 27 de Novembro de 2006 às 19:00, por: CdB