Rio de Janeiro, 31 de Outubro de 2026

Líder do Hezbollah desafia governo libanês

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse nesta quinta-feira que qualquer tentativa do governo libanês... (Leia mais)

Quinta, 08 de Maio de 2008 às 16:01, por: CdB

O líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, disse nesta quinta-feira que qualquer tentativa do governo libanês contra o grupo xiita será interpretada como uma "declaração de guerra".

Segundo Nasrallah, a pressão do governo sobre a rede privada de comunicações do grupo é a prova de que os governistas são "espiões" dos Estados Unidos e de Israel.

Em entrevista transmitida à imprensa por meio de telão, o chefe máximo do Hezbollah advertiu o governo que a milícia xiita e seus aliados estão prontos para "duas guerras", se referindo a um conflito civil e outro contra Israel.

– A crise libanesa está entrando agora em uma nova fase, uma nova era – disse Nasrallah.

Violência

Durante o dia, a violência se espalhou pelo Líbano. Em vários pontos do país houve confrontos armados entre partidários ligados ao governo e militantes da oposição liderada pelo Hezbollah.

Em Beirute, mais ruas e avenidas foram bloqueadas por manifestantes, muitos usando máscaras e armados com fuzis.

Pesados combates ocorrem entre militantes do Amal (aliado do Hezbollah) e do partido sunita Mustaqbal nos bairros de Mazraa, Msaitbeh, Ras al-Nabaa e Beshara Khoury e em vários outros pontos do oeste de Beirute.

Estado de emergência

O comando das Forças Armadas divulgou nota em que diz que, se a situação persistir, a unidade do Exército libanês estará comprometida.
Muitos soldados do Exército são xiitas, e haveria a possibilidade de dissolução das tropas por questões de lealdade sectária.

O governo se reuniu em sessão extraordinária para discutir a posibilidade de declarar estado de emergência, segundo informou um porta-voz.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, declarou sua preocupação e pediu às partes envolvidas que cessem as hostilidades.
A Casa Branca disse nesta quinta-feira que o Hezbollah deveria interromper o que chamou de "atividades que provocam desordem".

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