O líder espiritual do grupo extremista palestino Hamas, Ahmed Yassin, negou nesta sexta-feira qualquer participação nos atentados cometidos pela organização, depois que uma autoridade israelense afirmou que ele "merece a morte", ao acusá-lo de ter ordenado pessoalmente o atentado suicida da última quarta-feira.
- Eles (os israelenses) sabem que não tenho nada que ver com a ação militar, mas buscam um pretexto para tranqüilizar seu povo e encobrir sua derrota - disse Yassin. "As ameaças de morte não nos amedrontam porque nós buscamos o martírio", completou.
O vice-ministro israelense de Defesa, Zeev Boim, disse que Yassin "merece a morte".
- Eu o aconselho a entrar na clandestinidade - disse Boim, em entrevista à rádio militar.
Segundo a rádio militar e vários jornais, as autoridades militares israelenses estimam que Yassin ordenou pessoalmente o ataque suicida de quarta-feira, cometido por uma jovem palestina, que detonou a bomba que levava atada a seu corpo em Erez, principal passagem entre a faixa de Gaza e Israel, matando quatro israelenses.