Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Líder do Democratas afirma que Senado passa por duas crises distintas

O líder do DEM, senador Agripino Maia (RN), em conversa com jornalistas, nesta quinta-feira, admitiu que o Senado passa por duas crises: Uma política e outra administrativa. Maia respondeu às críticas do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), de que o Democratas também tem responsabilidade pela atual situação da Casa pelo fato do partido estar há muitos anos no comando da Primeira-Secretaria. Nova denúncia, no entanto, pode complicar ainda mais a vida do presidente da Casa. (Leia Mais)

Quinta, 02 de Julho de 2009 às 07:55, por: CdB

O líder do DEM, senador Agripino Maia (RN), em conversa com jornalistas, nesta quinta-feira, admitiu que o Senado passa por duas crises: Uma política e outra administrativa. Maia respondeu às críticas do líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), de que o Democratas também tem responsabilidade pela atual situação da Casa pelo fato do partido estar há muitos anos no comando da Primeira-Secretaria.

– Estão querendo, propositalmente, confundir as duas crises que o Senado vive – disse Agripino.

Para ele, a crise administrativa, “a mais fácil de ser resolvida”, envolve os escândalos, por exemplo, do uso irregular da verba indenizatória, do auxílio moradia e da cota de passagens aéreas.

– Essas estão sendo resolvidas. Cada denúncia de uma incúria administrativa que tem ocorrido, está sendo aplicada a correção imediata – disse.

Já a crise política, “a mais complicada”, ocorre como consequência das acusações feitas diretamente ao presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). “A solução [da crise política] passa por uma investigação que precisa ser isenta para ser acreditada. Daí a razão de nós, Democratas, que apoiamos Sarney [na disputa pelo comando do Senado], termos pedido em nome da credibilidade do Senado que ele se licenciasse”, afirmou.

Para o líder do DEM, Sarney não ficou magoado com a decisão do partido de pedir o seu afastamento da presidência, mesmo com a sigla tendo apoiado seu nome na eleição para a chefia do Senado.

– Tenho um enorme apreço pelo presidente Sarney, mas tenho um apreço ainda maior pela instituição para qual fui eleito. Entre o presidente Sarney e a instituição, é claro que fico com a instituição, que precisa ser preservada e investigada – disse o líder do DEM.

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