Rio de Janeiro, 28 de Outubro de 2026

Líder do DEM diz que governador do Rio mente e tem 'estilo baiano'

Segunda, 09 de Junho de 2008 às 08:31, por: CdB

Prefeito do Rio, Cesar Maia responsabilizou o governador do Estado do Rio, Sérgio Cabral Filho, pelo fracasso nas negociações entre o PMDB e o PT. Maia lembrou a reunião entre os dois partidos, semana passada, que resultou na ruptura do acordo feito por iniciativa do governador. "Em seguida, o governador - que estava em Atenas acompanhando a candidatura do Rio-2016 - foi informado pelo PMDB a respeito. Bastante constrangido iniciou o processo de busca de alternativa. Ressuscitou a candidatura de seu secretário de Esportes", disse Maia, em seu ex-blog.

Ainda segundo Maia, "o problema era o tempo de desincompatibilização que havia se esgotado. Decidiu fazer uma edição extra do Diário Oficial do dia 5. Mas esta só circulou dia 6, fora do prazo. E assim mesmo esqueceram de retirar da capa do DO o nome do secretário como titular da pasta. Basta consultar".

O prefeito acrescenta que, "além disso as diárias e passagens de avião para o secretário não deixam dúvidas a respeito e caracterizam o descumprimento do prazo. O vice-governador -em seu estilo baiano de fim de tarde na praia- declarou que a decisão havia sido tomada tempos atrás, pois o secretário seria candidato a vereador. Só não foi avisado que o prazo de desincompatibilização para vereadores havia terminado em 4 de abril. Ou seja, mentiu".

Cesar Maia, em sua análise, diz que o acordo PMDB-PT, no Rio, "foi uma iniciativa unilateral do governador para agradar o presidente, que nada sabia e nem podia, pois tem três candidatos no Rio da base do governo".

Para o líder do DEM, "o secretário que já se sentia fora do jogo procurava alternativas para 2010 e já havia restabelecido contatos anteriores. Fragilizado pelo drible que havia levado, nem pensava mais no assunto. Retorna agora para uma convenção conflitiva do PMDB que se o favorecer, iniciará um processo inevitável de cancelamento da candidatura por descumprimento dos prazos. Ou seja: entra no jogo para repetir a performance de 2006 na capital".

"Mas o fato abre uma possibilidade nova que seria o PT dar Molon como vice de Jandira o que reposicionaria a candidatura do PCdoB. Mas para isto, o próprio nome deveria ser re-analisado pois um deputado estadual que surgiu e cresceu com o lastro da Igreja Católica teria que ser vice da candidata que defende o aborto. A Igreja não o perdoaria", acrescentou Maia.

Maia segue adiante e afirma que, "se o PMDB confirmar o secretário, agora fragilizado, afetará as candidaturas do PV/PSDB, do PCdoB e PT -juntos ou separados.As candidaturas do DEM e do PRB seguem impávidas e com mais vantagem ainda, pois, com mais candidatos, quem for para o segundo turno irá com porcentagem menor do que antes. E a do PCdoB dependerá da decisão do PT".

"Justiça seja feita ao governador junto ao amigo presidente: Ele nada teve com isso, e apenas tentou reagir. Cabisbaixo, mas tentou. Agora ele pode avaliar o que ouviu tantas vezes: no Rio governador que não tem postura de magistrado nas eleições municipais intermediárias, sai delas desgastado, independente dos resultados", concluiu.

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