Rio de Janeiro, 02 de Outubro de 2026

Líder de protestos na Tailândia sobrevive a atentado

Sexta, 17 de Abril de 2009 às 08:18, por: CdB

O fundador do movimento dos "camisas amarelas" que ocuparam no ano passado os aeroportos de Bangcoc em protesto contra o governo da época foi baleado nesta sexta-feira, mas sua vida não corre risco, de acordo com os médicos.

O atentado ocorreu horas antes de o governo prorrogar o estado de emergência na capital Bangcoc, depois de violentos protestos de outro grupo, os "camisas vermelhas", na semana passada.

Os "camisas vermelhas" são leais ao ex-premiê Thaksin Shinawatra, deposto por um golpe militar em 2006. Os amarelas são formados por monarquistas, acadêmicos, ex- militares e membros da classe média, unidos pelo ódio ao ex-premiê.

Desconhecidos crivaram o carro de Sondhi Limthongkul com disparos num posto de gasolina, ainda durante a madrugada. O ativista levou um tiro na cabeça e teve um forte sangramento, mas sobreviveu.

– Ele já está a salvo e consegue conversar – disse Chaiwan Chareonchoktawee, diretor do hospital Vajira, onde Sondhi foi operado para a remoção de fragmentos de bala e do osso craniano.

Outros líderes da Aliança Popular pela Democracia, o partido de Sondhi, que não se envolveu nos distúrbios recentes, pediram calma a seus seguidores.

Enquanto isso, o governo tailandês decidiu aumentar o endividamento público para estimular a economia, e a vice-presidente do Banco Central, Atchana Waiquamdee, disse a jornalistas que a tensão política pode afetar a recuperação econômica do país, pois "está afetando não só a confiança, mas também as políticas do governo."

No último fim de semana, os camisas vermelhas provocaram o cancelamento de uma cúpula asiática na Tailândia e em seguida realizaram protestos em Bangcoc no qual duas pessoas morreram. Uma intervenção policial dissolveu as manifestações na terça-feira.

Líderes da Aliança Popular pela Democracia criticaram os serviços de segurança por não evitarem o atentado, especialmente porque a segurança deveria ser reforçada durante o estado de emergência. Eles pediram a demissão do chefe nacional de polícia.

– Não estamos apontando ninguém como mentor desta operação. Vamos esperar que o governo descubra – disse o dirigente Suriyasai Katasila em entrevista coletiva transmitida ao vivo pela rádio do partido.

O motorista de Sondhi ficou gravemente ferido, e seu guarda-costas sofreu lesões leves.

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