O líder guerrilheiro colombiano Ricardo Palmera, conhecido como Simón Trinidad, extraditado da Colômbia na última sexta-feira, foi nesta quarta-feira a um tribunal federal em Washington que rejeitou seu pedido de liberdade sob o pagamento de fiança.
Palmera é o guerrilheiro mais importante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) que enfrenta um julgamento nos Estados Unidos por narcotráfico, tomada de reféns e terrorismo.
O guerrilheiro foi entregue a Washington pelo governo do presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, no dia 31 de dezembro, depois que as Farc se recusaram a libertar 63 reféns em seu poder.
Palmera, de 54 anos e membro de uma rica família da Colômbia, foi hoje à sua audiênciannuma sala do Distrito de Columbia vestindo o uniforme verde do presídio em que está preso.
O réu ouviu todas as acusações através de um intérprete. Quando o juiz perguntou-lhe se tinha algo a dizer, respondeu: "Tudo está perfeitamente claro".
Durante a audiência, o líder das Farc esteve acompanhado por seus dois advogados, que só hoje se reuniram com ele desde sua chegada a Washington em 31 de dezembro.
Palmera, detido no dia 2 de janeiro de 2004 em Quito, deverá comparecer a uma nova audiência do juiz Thomas Hogan no dia 9 de fevereiro.
Hogan negou ao guerrilheiro o direito à liberdade ao concordar com os promotores com o fato de Palmera representar um perigo para a comunidade e existir um "extraordinário" risco de ele fugir dos Estados Unidos.
Líder das Farc extraditado para os EUA perde direito à fiança
Quarta, 05 de Janeiro de 2005 às 14:53, por: CdB