O líder da Coréia do Norte, Kim Jong-il, envolveu-se pessoalmente nos esforços para manter o país livre da gripe aviária apesar de sua proximidade a áreas afetadas na China e na Coréia do Sul.
A KCNA, agência de notícias oficial do país comunista, disse que Kim havia dado ``instruções detalhadas'' para evitar a doença, que atingiu várias criações de aves da Ásia e matou 16 pessoas no Vietnã e na Tailândia.
- Medidas impecáveis estão sendo adotadas para impor uma rígida quarentena veterinária e higiênica em portos, nas fronteiras, nos aeroportos e especialmente nas áreas ao longo da linha demarcada para evitar a entrada do vírus - disse a agência.
A empobrecida Coréia do Norte continua a enfrentar uma falta crônica de alimentos, responsável pela morte de 1 milhão ou mais de pessoas nos anos 1990, segundo grupos de ajuda humanitária e pesquisadores.
O país teria poucas armas para enfrentar um eventual surto da gripe aviária, que implicaria o sacrifício de um grande número de aves.
Não há dados sobre a produção e o consumo de aves na Coréia do Norte. Mas, de acordo com relatos de refugiados que chegam na Coréia do Sul, carne e ovos são consumidos apenas pela pequena elite política e militar do país comunista.
O vírus da gripe aviária espalhou-se rapidamente por 10 países da Ásia e seria disseminado por aves migratórias.
A Coréia do Norte compartilha uma fronteira de 240 quilômetros com a Coréia do Sul, mas os dois países estão separados por uma zona de segurança de 4 quilômetros de extensão.