Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Liberdades democráticas são defendidas pela rainha Elizabeth II

Segunda, 08 de Março de 2004 às 01:14, por: CdB

- A defesa das liberdades democráticas deve continuar sendo o centro dos objetivos da Commonwealth - declarou nesta segunda-feira (horário local) a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, em seu discurso anual aos países da Commonweath, sem falar diretamente na luta antiterrorista empreendida pelo primeiro-ministro Tony Blair.

- Acredito firmemente que se a Commonwealth quer ter um papel maior como força do bem no mundo, a tarefa de reforçar as liberdades democráticas deve continuar no centro de seus objetivos - disse a rainha.

Elizabeth II não fez nenhuma referência direta à luta antiterrorista de Blair, em nome da defesa das liberdades, embora tenha mencionado a expressão 'força do bem' usada por seu primeiro-ministro e pelo presidente norte-americano, George W. Bush, contra 'as forças terroristas do mal'.

Para a rainha, é essencial reforçar a aplicação da lei, proteger as liberdades democráticas e criar uma sociedade civil forte.

- A democracia, a autodeterminação, as liberdades individuais e os direito humanos são o fundamento dos vínculos que unem os membros da Commonwealth - insistiu.

A rainha Elizabeth II destacou ainda que a pobreza, a fome e a ignorância são inimigas da liberdade. Segundo ela, a cúpula de Abuja, em dezembro passado, que levou à retirada do Zimbábue da Commonwealth, mostrou 'o elo crucial entre democracia e desenvolvimento'.

- A democracia é importante para permitir o desenvolvimento. O subdesenvolvimento pode vir a ser a maior ameaça para uma democracia. A liberdade não é perfeita em nenhum lugar. E seus inimigos não são apenas os que aterrorizam e torturam. A fome, a pobreza, as doenças e a ignorância também o são - destacou em seu discurso.

- Por isso é importante para a Commonwealth fazer o possível para enfrentar estas mazelas, reduzindo a pobreza ou desenvolvendo a educação e a saúde - disse.

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