- A defesa das liberdades democráticas deve continuar sendo o centro dos objetivos da Commonwealth - declarou nesta segunda-feira (horário local) a rainha Elizabeth II, da Inglaterra, em seu discurso anual aos países da Commonweath, sem falar diretamente na luta antiterrorista empreendida pelo primeiro-ministro Tony Blair.
- Acredito firmemente que se a Commonwealth quer ter um papel maior como força do bem no mundo, a tarefa de reforçar as liberdades democráticas deve continuar no centro de seus objetivos - disse a rainha.
Elizabeth II não fez nenhuma referência direta à luta antiterrorista de Blair, em nome da defesa das liberdades, embora tenha mencionado a expressão 'força do bem' usada por seu primeiro-ministro e pelo presidente norte-americano, George W. Bush, contra 'as forças terroristas do mal'.
Para a rainha, é essencial reforçar a aplicação da lei, proteger as liberdades democráticas e criar uma sociedade civil forte.
- A democracia, a autodeterminação, as liberdades individuais e os direito humanos são o fundamento dos vínculos que unem os membros da Commonwealth - insistiu.
A rainha Elizabeth II destacou ainda que a pobreza, a fome e a ignorância são inimigas da liberdade. Segundo ela, a cúpula de Abuja, em dezembro passado, que levou à retirada do Zimbábue da Commonwealth, mostrou 'o elo crucial entre democracia e desenvolvimento'.
- A democracia é importante para permitir o desenvolvimento. O subdesenvolvimento pode vir a ser a maior ameaça para uma democracia. A liberdade não é perfeita em nenhum lugar. E seus inimigos não são apenas os que aterrorizam e torturam. A fome, a pobreza, as doenças e a ignorância também o são - destacou em seu discurso.
- Por isso é importante para a Commonwealth fazer o possível para enfrentar estas mazelas, reduzindo a pobreza ou desenvolvendo a educação e a saúde - disse.
Liberdades democráticas são defendidas pela rainha Elizabeth II
Segunda, 08 de Março de 2004 às 01:14, por: CdB