Investigadores da Organização das Nações Unidas (ONU) no Líbano interrogaram nesta terça-feira um assessor do presidente pró-Síria do país e três ex-chefes de segurança. Eles são suspeitos pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri.
A polícia deteve Jamil al-Sayyed, ex-chefe da Segurança Geral, Ali Hajj, que comandava a polícia, e Raymond Azar, ex-comandante da inteligência militar, durante ações na madrugada.
Mustafa Hamdan, comandante da Guarda Republicana e a única autoridade de segurança pró-Síria a manter o cargo após eleições parlamentares, voluntariamente apresentou-se no escritório da equipe de investigação da ONU. Hamdan é um assessor próximo do presidente Emile Lahoud.
- Eles foram convocados...para interrogatório como suspeitos - disse o primeiro-ministro Fouad Siniora a repórteres. Ele informou que os homens foram detidos a pedido do chefe da equipe de investigação da ONU, o promotor alemão Detlev Mehlis.
O assassinato de Hariri, em 14 de fevereiro, provocou grandes manifestações anti-Síria em Beirute. Muitos acusaram Damasco pela morte, mas a Síria negou qualquer envolvimento, apesar de ter concedido à pressão internacional e ter retirado seus 14 mil soldados do país em abril.
A equipe da ONU que investiga o caso está terminando seu trabalho e deverá entregar seu relatório ao Conselho de Segurança nas próximas semanas.
O Ministério da Justiça do Líbano disse em comunicado que a equipe pediu ajuda da polícia para revistar as casas e levar os ex-chefes de segurança para interrogatório.
O texto afirma que um juiz libanês aprovou a ação.