O primeiro-ministro libanês, Najib Mikati, formou um novo governo nesta terça-feira e disse que buscaria de imediato a retirada de chefes de segurança pró-Síria, uma importante concessão à oposição do país. Os desdobramentos aumentaram as chances de que uma eleição parlamentar possa ocorrer conforme o previsto em maio.
Mikati disse que o gabinete de 14 membros é formado por ministros que não estariam concorrendo no pleito. O novo governo tem agora 10 dias para vencer um voto de confiança e elaborar e passar pela assembléia uma lei eleitoral para que a votação aconteça antes do final do mandato do Parlamento, no dia 31 de maio.
Mikati foi indicado na semana passada com um surpreendente apoio da oposição anti-Síria, depois de tentativas frustradas do então premiê Omar Karami de formar um novo governo.
O Líbano não tem um governo desde o dia 28 de fevereiro, em uma crise detonada pelo assassinato do ex-primeiro-ministro Rafik al-Hariri. Muitos acreditam que a Síria está por trás da morte dele.
Uma equipe de investigação da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o assassinato disse que um inquérito confiável poderá não ser possível se os chefes de segurança ficarem no poder.