Rio de Janeiro, 02 de Novembro de 2026

Libaneses voltam a adiar eleições no país

Segunda, 17 de Dezembro de 2007 às 10:22, por: CdB

A eleição presidencial no Líbano, marcada para segunda-feira, foi novamente foi adiada, agora para 22 de dezembro. É a nona vez que o pleito sofre atrasos, afirmou o presidente do Parlamento, Nabih Berri. A coalizão governista apoiada pelo Ocidente concordou com a eleição do general Michel Suleiman, mas ainda falta um acordo político mais amplo para isso no Parlamento (a eleição é indireta).

Em nota, Berri disse que a sessão para a eleição ocorrerá às 12h de sábado (8h em Brasília). O Líbano vive sua pior crise desde a guerra civil (1975-90). A Presidência está vaga desde o fim do mandato de Émile Lahoud, que, ao contrário do governo do premiê Fouad Siniora, era favorável à influência síria no país. Há temores de que um vácuo prolongado na Presidência desestabilize ainda mais o país.

É preciso haver acordo porque nem governo nem oposição têm a maioria parlamentar de dois terços, necessária para a votação. Fontes políticas disseram que os adversários podem encontrar uma brecha jurídica para conseguir eleger Suleiman sem precisar alterar a Constituição (como comandante do Exército, ele não poderia concorrer). Por lei, o presidente deve ser um cristão maronita. O nome de Suleiman foi lançado pela oposição e aceito neste mês pelo governo para não prolongar o impasse.

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