Cerca de 2 mil libaneses protestaram na segunda-feira contra a visita do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, a Beirute. Os manifestantes o acusam de apoiar Israel na recente guerra contra o Hezbollah, e vários ministros libaneses se recusaram a encontrá-lo.
- Ele tomou parte na guerra - disse o ministro da Saúde, Mohammad Khalifeh, do partido xiita Amal.
- Ele apoiou a posição dos Estados Unidos e não pediu um cessar-fogo. É natural que não o recebamos - disse.
Blair enfureceu muitos libaneses com sua recusa em pedir um cessar-fogo no conflito que matou perto de 1.200 pessoas no Líbano, a maioria civis, e 157 israelenses, a maioria soldados.
Dois ministros do Hezbollah também decidiram faltar à reunião de Blair com o gabinete libanês, embora um porta-voz do governo britânico tenha dito que ele estava disposto a encontrar ministros de todas as facções.
Ele também pretendia se reunir com o presidente do Parlamento, Nabih Berri, que é líder do Amal e aliado do Hezbollah. Um assessor de Berri disse, porém, que ele viajou ao exterior.
Soldados, policiais e barreiras de arame farpado mantiveram os manifestantes bem afastados do edifício público, no centro de Beirute, onde Blair e o primeiro-ministro Fouad Siniora se reuniram.
- Estou aqui porque Blair é o assassino das crianças libanesas - disse o estudante Ibad Malak, de 19 anos.
Essa é a primeira que vez em que um primeiro-ministro britânico vai ao Líbano. Ele discutiu com Siniora a trégua imposta pela ONU em 14 de agosto e a contribuição de Londres para a reconstrução do Líbano.