Mulheres gritavam, homens choravam e jovens se abraçavam quando o líder libanês anti-Síria apareceu por trás de um vidro à prova de balas no sábado para falar a milhares de partidários que o saudaram depois de mais de uma década de exílio.
Para os partidários de Michel Aoun, vê-lo de volta ao Líbano é a realização de um sonho. Durante 15 anos, foram presos, impedidos de protestar e agredidos várias vezes pelas forças de segurança pró-Síria.
Muitos deles, incluindo alguns muitos jovens para se lembrar de Aoun ou de seu papel na guerra civil libanesa, chamaram o ex-general de o novo presidente do país.
- Ele vai nos salvar, ele vai salvar o Líbano da corrupção, da ocupação - disse Layal Najm, 21, vestindo uma camiseta com a foto de Aoun e levando uma bandeira laranja, cor do Movimento Patriótico Livre.
- Agora ele está de volta, isto foi o primeiro passo. Agora queremos que seja nosso presidente. Ninguém merece mais do que ele - acrescentou.
O ex-general cristão maronita teve uma recepção grandiosa na Praça dos Mártires em Beirute por parte de milhares de partidários vestindo roupas laranja e agitando bandeiras do Líbano.
A praça tem sido o cenário das manifestações anti-Síria nos últimos três meses.