Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Levy considera votação da MP 665 como vitória

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse também que o próximo passo é aprovar o projeto de lei que reverte parcialmente a desoneração da folha.

Quinta, 07 de Maio de 2015 às 09:36, por: CdB
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A Medida Provisória 665 altera regras de acesso a benefícios trabalhistas
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nesta quinta-feira que a aprovação na Câmara dos Deputados do texto principal da Medida Provisória 665, que altera regras de acesso a benefícios trabalhistas, representa uma vitória, acrescentando que o próximo passo é aprovar o projeto de lei que reverte parcialmente a desoneração da folha de pagamento das empresas. - (A etapa) seguinte será a votação das outras medidas, inclusive aquela da desoneração da folha que hoje nos custa aproximadamente R$ 25 bilhões ao ano - disse Levy. Segundo o ministro, que participou de evento em comemoração aos 15 anos da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), a aprovação do texto principal da MP 665 na noite de quarta-feira foi resultado da mobilização da base do governo na Câmara. - As votações de ontem foram importantes. Mostraram apoio da base do governo, do PT e de segmentos expressivos do PMDB - disse ele a jornalistas. Juntamente com a MP 664 (que altera acesso a benefícios previdenciários), a MP 665 iria gerar economia anual de gastos obrigatórios de R$ 18 bilhões conforme a proposta original do Executivo. Com as modificações feitas nas duas matérias até o momento, essa economia será reduzida em R$ 3,5 bilhões. As duas MPs são parte das iniciativas da equipe econômica para reequilibrar as contas públicas. Agenda de investimentos Ainda segundo o titular da Fazenda, as votações das MPs 665 e 664 e do projeto de lei que reverte parcialmente a desoneração da folha permitirão que o governo dê início à agenda de investimento. Levy disse que neste momento o governo faz grande controle da despesa pública. - O governo está fazendo tremendo esforço, uma disciplina grande no gasto público - afirmou. Ao falar sobre as regras de responsabilidade fiscal, o ministro avaliou que a LRF não representa uma camisa de força para a gestão pública e que é instrumento importante em contexto de ajuste das contas públicas.
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