Rio de Janeiro, 30 de Setembro de 2026

Lenovo quer liderar varejo brasilero de PCs

Terça, 19 de Maio de 2009 às 11:26, por: CdB

A Lenovo, quarta maior fabricante mundial de PCs, ingressou neste mês no varejo brasileiro com a intenção de chegar à liderança desse segmento até 2011, quando espera controlar entre 12 e 13% das vendas totais do país ao consumidor final.

O posto pertence hoje à brasileira Positivo, de quem, inclusive, a Lenovo já negociou a compra no final do ano passado.

A companhia anunciou nesta terça-feira que as primeiras máquinas já estão disponíveis na rede Fnac em todo o país, mas promete fechar novos acordos com grandes redes ao longo do ano.

– Muito em breve vamos ver os produtos em muitos outros varejistas –, disse Tadeu Testa, diretor de negócios ao consumidor da companhia no Brasil. Ele lembrou que o varejo responde hoje por algo como 56% das vendas de PCs no Brasil, índice que, junto às vendas para pequenas e médias, chega a 70% do total.

– Essa divisão de varejo será a maior da companhia –, salientou o executivo.

A empresa tem parceria com dois fabricantes sob encomenda no Estado de São Paulo, cujas fábricas "estão preparadas para responder ao aumento da demanda", diz Testa, ainda que a Lenovo não informe os volumes produzidos ou a capacidade.

Segundo ele, atualmente o Brasil vende por ano cerca de 6 milhões de PCs no varejo, número que deve chegar a 7 milhões em 2011.

– Com um mercado segmentado como o de PCs, com 12% já dá para ser líder –, afirmou.

A empresa preferiu chegar no varejo primeiro com os notebooks e netbooks, mas reiterou que os desktops também chegarão às prateleiras. Os portáteis chegam à Fnac com preços a partir de R$ 1.8 mil.

Para os netbooks, o preço da Lenovo fica acima da média do mercado, cujos preços giram em torno de R$ 1.5 mil

– É uma realidade com a qual teremos de conviver –, admitiu Testa, que cita os recursos do equipamento como justificativa para o preço mais alto.

Os portáteis da Lenovo ainda não tem opção de chip 3G de celular embutido, mas o executivo informou que a idéia é adaptar o hardware para que o cliente possa colocar chip de qualquer operadora, diferentemente dos rivais da Lenovo, que têm preferido fazer parcerias com as teles.

Segundo estimativa da empresa de pesquisa de mercado IDC, o mercado brasileiro de PCs deve encolher 11,5% em 2009 sobre as 11,8 milhões de unidades vendidas em 2008.

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