Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Leilão de usinas eólicas busca eficiência

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está concluindo estudo sobre o leilão de energia eólica [vento] para 2009, que será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. O consenso até agora é que os leilões reúnam as usinas com melhor localização e tecnologia. (leia mais)

Terça, 09 de Dezembro de 2008 às 14:05, por: CdB

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) está concluindo estudo sobre o leilão de energia eólica [vento] para 2009, que será encaminhado ao Ministério de Minas e Energia. O consenso até agora é que os leilões reúnam as usinas com melhor localização e tecnologia, de modo a garantir tarifas mais baratas para os consumidores.

- A idéia é que só as [usinas] mais eficientes possam participar do leilão - afirmou o presidente da EPE, Maurício Tolmasquim, durante o fórum Perspectivas do Setor Elétrico para 2009, organizado pelo Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Gesel/UFRJ).

Sobre a data de realização do leilão, Tolmasquim disse que ainda não está definida. Mas revelou que o leilão poderá ser no mesmo modelo dos leilões realizados para a venda de energia gerada a partir da biomassa, o bagaço de cana por exemplo.

- A partir daí, vai se trabalhar no edital - disse.

O presidente da EPE também falou sobre a produção de energia geradas a partir de reatores nucleares. Ele informou que a prioridade é construir a terceira usina do Complexo de Angra dos Reis (RJ), e que outras quatro ou seis novas usinas nucleares deverão ser instaladas no país até 2030.

Segundo Tolmasquim os locais de construção dessas novas usinas ainda são objeto de estudo.

- Por enquanto, toda a atenção está na viabilização de Angra 3, que é um 'baita' desafio. Tem que ver toda a questão da licença de instalação, toda a questão de financiamento e contratação. Então, hoje, o foco é a conclusão de Angra 3, além da questão do próprio combustível, no que diz respeito ao enriquecimento de urânio - disse.

A meta é que, em 2010, o país domine todo ciclo de produção de combustível nuclear para as usinas brasileiras acabando com a importação, informou Tolmasquim.

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