Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026

Leilão de transmissão de energia licita 10 lotes

O leilão de transmissão de energia nesta quinta-feira foi marcado pela presença de subsidiárias da Eletrobras em 5 lotes vencedores, sendo que também arremataram lotes a paranaense Copel, a espanhola Abengoa, a chinesa State Grid e um consórcio formado por empresas não tradicionais no setor.

Quinta, 14 de Novembro de 2013 às 13:13, por: CdB
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Torres de transmissão de energia de alta tensão pertencentes à empresa Eletrobras Eletronorte, no Pará. O leilão de transmissão de energia
O leilão de transmissão de energia nesta quinta-feira foi marcado pela presença de subsidiárias da Eletrobras em 5 lotes vencedores, sendo que também arremataram lotes a paranaense Copel, a espanhola Abengoa, a chinesa State Grid e um consórcio formado por empresas não tradicionais no setor. Dez dos 13 lotes oferecidos na competição foram arrematados, sendo que 3 não tiveram interessados. Somados, os empreendimentos tem investimentos de cerca de R$ 3,6 bilhões, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O consórcio formado por Copel e Furnas, subsidiária da Eletrobras venceu o lote A sem oferecer um desconto em relação à Receita Anual Máxima (RAP) permitida, garantindo uma receita de R$ 174,4 milhões. O consórcio foi o único a oferecer lance pelo lote, o maior do leilão, com 3 linhas e 3 subestações em São Paulo e Paraná. O lote A vai permitir intercâmbio de energia entre Sudeste e Sul e o pleno escoamento da energia das usinas do rio Madeira. A espanhola Abengoa venceu o lote B, oferecendo desconto de 10,1%  ante a RAP permitida, garantindo receita de R$ 52,4 milhões. O lote B é formado por uma linha de transmissão em 500 kV, Maribondo II-Campinas, de 367 quilômetros, localizada em Minas Gerais e São Paulo. O Consórcio formado pela goiana Celg GT (com 50,1%) e Furnas (49,9%), da Eletrobras, venceu o lote D, ofertando desconto de 0,54%  sobre a RAP máxima, garantindo uma receita de R$ 3,05 milhões. O lote é formado pela linha de transmissão LT Barro Alto-Itapaci, de 69 quilômetros, em Goiás. O consórcio formado pela Braxenergy Desenvolvimento de Projetos de Energia (com 70%) e LT Bandeirante (30%) venceu o lote E, com desconto de 20%  sobre a RAP máxima, garantindo receita de R$ 24,5 milhões. O lote tem 2 linhas de transmissão e 2 subestações no Ceará. A Copel venceu o lote F, oferecendo desconto de 5 por cento relação à RAP máxima, para ter receita de R$ 6,7 milhões. O lote é formado de linha Bateias-Curitiba Norte e por uma subestação, no Paraná. O consórcio formado por Braxenergy Desenvolvimento de Projetos de Energia (com de 70%) e LT Bandeirante (30%) venceu o lote G, oferecendo desconto de 10,5%  relação à RAP máxima, garantindo receita de R$ 11,9 milhões. O lote G ficará no Pará, com uma linha de transmissão de 126 quilômetros, e duas subestações de energia. O consórcio formado por Eletrosul (com 51%) e CEEE-GT (49%) venceu o lote I, com desconto de 30%  ante a RAP máxima, para receita de R$ 16,3 milhões. O lote fica no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com 3 linhas de transmissão e 2 subestações, e elevará a segurança do sistema à região, que passará a funcionar sob o critério N-2. A Eletrosul, da Eletrobras, venceu o lote K, com desconto oferecido de 30%  relação à RAP máxima, para uma receita de R$ 2,534 milhões. O lote K será localizado no Mato Grosso do Sul, visando garantir o atendimento a região de Campo Grande, com uma subestação de energia Ivinhema. A Eletronorte, também da Eletrobras, venceu o lote N, sem oferecer desconto em relação à RAP máxima, garantindo uma receita de R$ 38,9 milhões. O lote no Acre, tem duas linhas de transmissão e duas subestações, interligando as regiões central e oeste do Estado ao sistema nacional. A chinesa State Grid venceu o lote P, oferecendo desconto de 28%  relação à RAP máxima, garantindo receita de R$ 11,6 milhões a ser recebida quando o projeto entrar em operação. O lote é formado por uma subestação localizada em São Paulo e Mato Grosso do Sul, a SE Marechal Rondon. O lote J, que promoveria o atendimento à região leste de Minas Gerais, terminou sem interessados. O mesmo aconteceu com o lote H, formado de uma subestação localizada no Pará, a SE Jurupari, e o lote Q, em São Paulo é composto pela Subestação Domenico Rangoni, para atender o litoral paulista. Os lotes C, L, M, e O, segundo a Aneel, serão licitados em outro leilão em dezembro.
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