Rio de Janeiro, 04 de Novembro de 2026

Leilão da Ingá Mercantil será nesta terça-feira

Segunda, 14 de Abril de 2008 às 09:28, por: CdB

Um dos maiores passivos ambientais do Estado do Rio de Janeiro, em processo de falência emperrado há 11 anos, está próximo de ser solucionado definitivamente. Nesta terça-feira será leiloado o terreno da Massa Falida (o que restou de uma empresa que fechou por falência), da Mineradora Ingá Mercantil, em Itaguaí.
 
Com a venda do terreno, segundo o síndico da Massa Falida da Ingá, Jarbas Barsanti, será possível concluir o processo de descontaminação da área, equacionar passivos trabalhistas e fiscais, pagar as indenizações a pescadores locais e a todos os credores da massa falida.
 
–O edital do leilão estabelece estas obrigações ao comprador. Com a venda de outros ativos da Massa Falida, já começamos a pagar uma parte dos débitos trabalhistas que somam, no total, aproximadamente R$ 10 milhões em valores históricos. Também nos comprometemos a ajudar os pescadores locais afetados pela vazamento de resíduos tóxicos da Ingá Mercantil na Baía de Sepetiba a fim de minimizar seus prejuízos –, completou Jarbas Barsanti.
 
Os demais débitos são fiscais, entre R$ 40 milhões e R$ 50 milhões; dívidas com os chamados credores privilegiados, cerca de R$ 50 milhões; e o restante com credores quirografários (sem privilégios). Além do leilão do terreno, Jarbas Barsanti espera obter cerca de R$ 200 mil com a venda de parte dos rejeitos.
 
Avaliado em R$ 120 milhões, o imóvel, de 968 mil metros quadrados funcionou até 1997 para a produção de zinco. Com a falência, foram abandonados 390 mil metros cúbicos de efluentes líquidos, formando um lago tóxico com 260 mil metros quadrados. Parte vazou, contaminando as águas da Baía de Sepetiba.
 
Em setembro do ano passado, uma parceria entre o síndico da Massa Falida da empresa, o administrador Jarbas Barsanti e o Governo do Estado deu início ao processo de descontaminação do terreno da Ingá.
 
Aos interessados na aquisição do terreno, o edital prevê que o comprador terá a obrigação inicial de fazer o trabalho definitivo de despoluição do terreno, orçado em R$ 40 milhões, e ainda efetuar o envelopamento dos resíduos tóxicos restantes, processo que impedirá a contaminação do solo e da água.

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