Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Lei ambiental não deve mudar, diz governo

Quinta, 24 de Junho de 2004 às 16:09, por: CdB

O secretário-executivo do ministério do Meio Ambiente, Cláudio Langone, afirmou hoje que não há necessidade de se reformular o texto da lei que define a compensação ambiental. A legislação foi regulamentada em 2002 pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) e prevê compensações financeiras pelos empreendimentos do governo e iniciativa privada.

Langone participou do seminário "Medidas Compensatórias Ambientais? na sede da Fundação Getulio Vargas e disse que a lei fornece "elementos necessários para se corrigir as questões que vem sendo levantadas pelo empresariado, sem necessidade de se voltar ao Congresso Nacional".

O secretário afastou também a possibilidade de alteração na obrigatoriedade, prevista na lei, do empreendedor aplicar 0,5% do custo do investimento em unidade de conservação. A proposta do empresariado é que esse recurso fosse destinado a melhorias sociais. "Se as empresas querem fazer aplicação em melhorias sociais no entorno do empreendimento, elas devem usar outro recurso e não esse da legislação", disse.

Durante sua palestra, Langone afirmou que a relação entre empresas e comunidades deve ser "consistente". "As empresas não devem usar os recursos como uma espécie de indenização ( para as comunidades ) porque isso acaba aprofundando ainda mais as dificuldades existentes".

Empresariado

Na última terça-feira, dia 22, o Presidente Executivo do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), Fernando Almeida, afirmou que o empresariado não é contrário à compensação ambiental, mas deseja participar da definição do percentual a ser cobrado. Hoje, a média desse valor é 3,5%, o que, de acordo com o empresário, "inviabiliza muitos projetos".

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