A regulamentação do Padrão de Combustível de Baixa Emissão de Carbono, aprovada nesta quinta-feira pelo Conselho de Qualidade do ar do Estado da Califórnia, vai facilitar a entrada do etanol de cana-de-açúcar do Brasil nos Estados Unidos.
Uma das alterações é o cálculo, que será refeito, sobre o efeito indireto que o uso da terra para a produção de biocombustíveis terá na emissão de carbono. Estes cálculos provocaram controvérsias tanto entre os produtores de etanol de cana-de-açúcar como nos produtores de etanol de milho e também pela comunidade científica.
O etanol de cana é o que mais reduz as emissões de carbono. As reduções de emissões de gás carbônico realizadas pelo etanol chegam a 90% quando comparadas à gasolina.
O Conselho considerou que toda a cana brasileira sofre com queimadas e que a Amazônia também é impactada pela expansão do setor no Brasil. Mas não levou em conta o fato de que grande parte da expansão da cana estar sendo feita em pastagens que estão sendo liberadas por produtores de gado ou o fato de que o setor produz energia elétrica limpa através de biomassa.
Pelas leis aprovadas, o Conselho vai continuar trabalhando nos cálculos de intensidade de valor de carbono. O conselho se comprometeu a utilizar dados de um grupo de especialistas em sua pesquisa e que ela deverá estar terminada até o final de 2009.