Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Legítima a defesa que OAB faz do voto em lista

Segunda, 31 de Janeiro de 2011 às 08:36, por: CdB

A defesa que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) nacional faz do voto em lista - fez seminário e divulga documento a respeito nos próximos dias - é tão legítima quanto a que PSDB faz do voto majoritário (leiam o Destaque de hoje, no alto do blog).

Tão legítima quanto a oposição radical desse modelo de voto, feita com frequência pelo jornalista Elio Gaspari, com o argumento que as cúpulas partidárias - ou como ele diz ao seu estilo, a caciquia partidária - vão decidir quem é deputado quando, na realidade, quem decide a ordem (dos eleitos) das listas são os filiados e não as cúpulas. Gaspari publicou nota em sua coluna, ontem, com críticas à decisão da OAB.

Além disso, a votação é proporcional e a lei estabelecerá as regras e a fiscalização pela justiça eleitoral, como acontece hoje com toda a vida partidária e com todo o sistema eleitoral no país. Nada escapa ao controle da justiça eleitoral e temos visto casos até em que ela legisla politicamente e não o mero cumprimento da legislação vigente.

A verdade nua e crua, e a experiência internacional confirmam: reforma política depende de um acordo das maiorias no parlamento, que não decidirá apenas pela reforma política. Pode, deve e vai envolver-se, também, com uma reforma tributária, e com questões como a divisão dos royalties do petróleo, os investimentos nos próximos anos e várias outras de igual teor de mudança e que são próprias do Poder Legislativo.

Isto se a oposição e os governadores de fato consideram a reforma política como questão central. E é, porque com o atual modelo eleitoral e partidário caminhamos para uma crise institucional. Só não vê quem não quer ou quem espera tirar com a crise o proveito que não consegue nas urnas.

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