As esperanças de reeleição do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, sofreram um revés no final da noite desta quarta-feira, quando uma das principais autoridades jurídicas do país anunciou falhas na lei que estabelece as regras sobre as quais ele concorreria a um segundo mandato, no ano que vem.
A possibilidade de a Colômbia ficar sem Uribe assusta Wall Street e a base conservadora do presidente, que não tem um sucessor para continuar com as duras políticas de segurança caso ele não possa concorrer em 2006.
A lei de garantias eleitorais, aprovada pelo Congresso neste ano, tem problemas que impedem Uribe de se candidatar para a eleição de maio, mesmo se a Corte Constitucional do país aprovar uma emenda separada que permita a ele concorrer, disse Edgardo Maya, da Procuradoria-Geral.
Os presidentes colombianos só podem concorrer a um mandato. Mas a lei de garantias eleitorais estabelece regras que garantem igualdade em eleições em que um presidente no cargo concorra contra outros candidatos.