As análises do conteúdo das caixas-pretas do Legacy e do Boeing 737-800 da Gol, realizadas por investigadores canadenses, concluíram que não só a asa direita, mas também parte da cauda do avião da Gol foi danificada na colisão ocorrida no dia 29.
Com o choque, o avião perdeu uma peça chamada profundor, instalada no estabilizador horizontal da aeronave, que mantém o controle de subida e descida no vôo. A perda da peça confirma a hipótese de que o Boeing caiu em espiral.
De acordo com um oficial da Força Aérea Brasileira (FAB), tudo indica que o piloto do Boeing ainda tentou reagir, já que as equipes de resgate encontraram o trem de pouso aberto.
A partir dos registros do controle de tráfego aéreo de Brasília (Cindacta-1), porde-se verificar que o avião da Gol voava a cerca de 850 quilômetros por hora no momento do acidente. E ainda que após o choque, a velocidade caiu para 108 quilômetros por hora. A estimativa, po peritos da Aeronáutica, é que a queda tenha durado dois minutos e meio.