Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Lava Jato: Justiça recebe denúncia contra Zelada e mais cinco investigados

Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro recebeu denúncia contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco investigados, eles passam a ser réus em ação penal derivada da Operação Lava Jato, da PF.

Segunda, 10 de Agosto de 2015 às 10:26, por: CdB

Por Redação, com agências - de Brasília: Nesta segunda-feira, o juiz Sergio Moro recebeu denúncia contra o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e mais cinco investigados, eles passam a ser réus em ação penal derivada da Operação Lava Jato, da PF.

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o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada
  O ex-diretor da estatal Eduardo Vaz da Costa Musa, os supostos lobistas João Augusto Rezende Henriques, Hamylton Pinheiro Padilha Junior, Raul Schmidt Felippe Junior e o executivo Hsin Chi Su, também viraram réus. Ao longo das investigações descobriu-se duas contas secretas de  titularidade de Zelada, mantidas no Principado de Monaco, "uma delas com saldo sequestrado de 10.294.460,10 euros", segundo Moro. De acordo com o juiz, há provas de "materialidade e autoria dos crimes", não sendo a denúncia embasada apenas nas delações. Uma delas é a documentação das transações consideradas ilícitas e transferências bancárias do pagamento de propina. As defesas terão 10 dias para responder às acusações. Segundo o  advogado Renato de Moraes, que representa Zelada, afirma que ainda não teve acesso à decisão, mas que seu cliente irá mostrar a “inconsistência das acusações”. O advogado disse que o ex-diretor da Petrobras não recebeu qualquer vantagem ilícita pelo contrato, quando o MPF apresentou a denúncia contra Zelada à Justiça. No dia 7 de agosto, o juiz federal Sérgio Moro prorrogou a prisão temporária de três investigados na 17ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no dia 3. Com a decisão, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, Roberto Marques, ex-assessor de Dirceu, e o empresário Pablo Alejandro Kipersmit ficarão presos por mais cinco dias (até 12 de agosto) na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Na decisão, Sérgio Moro explicou que a manutenção da prisão é necessária para que Polícia Federal termine de analisar as provas obtidas com os mandados de busca e apreensão. - Do exame do material, pode surgir a necessidade de diligências suplementares, como novas buscas e apreensões, novas inquirições e acareações - justificou o juiz.

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