Rio de Janeiro, 01 de Setembro de 2026

Lava Jato: empresário é levado para o Complexo Médico-Penal

Foi transferido para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quinta-feira o presidente da AG Energia, Flávio David Barra, preso durante a 16ª fase da Operação Lava Jato.

Quinta, 20 de Agosto de 2015 às 10:52, por: CdB
Por Redação, com agências - de Curitiba: Foi transferido para o Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, nesta quinta-feira o presidente da AG Energia, Flávio David Barra, preso durante a 16ª fase da Operação Lava Jato. Detido no mês passado, o executivo estava na carceragem da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba.
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Segundo as investigações, o executivo é suspeito de pagar propina da Andrade Gutierrez, à qual a AG Energia pertence, para o ex-presidente da Eletronuclear
Lava Jato direcionou o Ministério Público Federal (MPF) e da PF para a Eletronuclear, empresa que tem economia mista e cujo controle acionário é da União. A empresa responde pela geração de cerca de 3% da energia elétrica consumida no país. A 16ª fase da Operação Lava Jato recebeu o nome de Radioatividade. Segundo as investigações, o executivo é suspeito de pagar propina da Andrade Gutierrez, à qual a AG Energia pertence, para o ex-presidente da Eletronuclear Othon Luiz Pinheiro. Flávio Barra deveria ter sido tranferido junto com Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, e Celso Araripe de Oliveira, ex-gerente da petrolífera na última terça-feira,  para o Complexo Médico-Penal. Segundo a PF, Barra só não foi transferido porque havia visita de parentes programada. A Polícia Federal afirmou que as transferências, foram necessárias por falta de espaço na carceragem.

Obras da Petrobras

Na quarta-feira, o órgão antitruste brasileiro homologou acordo com a Camargo Corrêa pelo qual a construtora e dois ex-executivos admitiram participação em cartel para licitações da Petrobras, com pagamento de mais de R$ 104 milhões em contribuição pecuniária.

Segundo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), a indenização aos cofres públicos é a maior já estabelecida no âmbito de um Termo de Compromisso de Cessação (TCC). O acordo foi negociado pela Superintendência-Geral do Cade e envolve, além da construtora, o ex-presidente da Camargo Corrêa Dalton dos Santos Avancini e o ex-vice-presidente da empresa Eduardo Hermelino Leite. A investigação do cartel pelo Cade está inserida no âmbito da operação Lava Jato, conduzida pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal. Em março, o órgão antitruste celebrou acordo de leniência com a Setal Engenharia e Construções, a SOG Óleo e Gás e pessoas físicas funcionários do grupo Setal/SOG.
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