Rio de Janeiro, 29 de Agosto de 2026

Duque permanece calado durante depoimento

Durante depoimento perante a Justiça Federal no Paraná, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque permaneceu calado nesta terça-feira. A audiência é parte de um dos processos que apura suposta participação da Empreiteira Odebrecht no esquema de desvios da Petrobras.

Terça, 03 de Novembro de 2015 às 12:07, por: CdB

Por Redação, com ABr - de Brasília: Durante depoimento perante a Justiça Federal no Paraná, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque permaneceu calado nesta terça-feira. A audiência é parte de um dos processos que apura suposta participação da Empreiteira Odebrecht no esquema de desvios da Petrobras.

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Renato Duque é acusado de participar de esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras
De acordo com a assessoria de imprensa da Justiça Federal no Paraná, o depoimento começou por volta das 9h30. Logo no início, conforme vídeo divulgado no site do órgão, Duque decidiu pelo direito de permanecer em silêncio, alegando que a decisão foi tomada por orientação de seus advogados. Renato Duque é acusado de participar de esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras, de formação de cartel por empreiteiras e de pagamento de propina a partidos e agentes políticos. Citado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, réus no processo, como um dos beneficiários do esquema, ele está preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. Mendes Junior Executivos e ex-diretores da Mendes Junior, empreiteira investigada na Lava Jato, por crimes como corrupção, lavagem de dinheio e associação criminosa, foram condenados, pela Justiça Federal do Paraná, em Curitiba nesta terça-feira.  O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e representantes de empresas que foram usadas para lavagem de dinheiro, também foram condenados. Após a 7ª fase da Lava Jato, executivos ligados à empreiteira foram denunciados, deflagrada em novembro de 2014, a operação investigou irregularidades em contratos da Petrobras com empreiteiras. Responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância, o juiz federal Sérgio Moro não deu nova pena a Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria, por lavagem de dinheiro. Ele disse ter reconhecido os recursos apresentados pela Mendes Junior uma vez que Oliveira já foi condenado por este crime em outra ação penal. Por falta de provas, Mário Lúcio de Oliveira foi absolvido, Ângelo Alves Mendes e José Humberto Cruvinel Resende também foram absolvidos por todos os crimes denunciados. Devido ao acordo de delação homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Moro suspendeu as penas do doleiro Alberto Youssef referentes a este processo, pois Youssef já foi condenado em outras ações penais. O acordo de colaboração prevê que, após o trânsito em julgado das sentenças condenatórias que somem o mínimo de 30 anos de prisão, os demais processos contra o doleiro fiquem suspensos.

Lobista é solto

Na segunda-feira, a Polícia Federal (PF) informou que o empresário Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura foi solto, em Curitiba. Moura foi preso preventivamente na 17ª fase da Operação Lava Jato, em agosto. Ele é apontado pela PF como representante do ex-ministro José Dirceu na Petrobras. Dirceu também foi preso nessa fase da operação. Na época em que foi preso, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal disseram que, ao lado de Dirceu, Fernando Moura era um dos principais “líderes” do esquema de corrupção na Petrobras. Foi ele quem levou o nome de Renato Duque a José Dirceu para a Diretoria de Serviços da estatal, onde foi iniciado o esquema de superfaturamento de contratos, conforme as investigações. Em setembro, o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato, homologou o acordo de delação premiada de Moura. Na condição de delator, Moura repassa informações para a investigação, em troca de redução de pena, se for condenado. A 17ª Fase da Operação Lava Jato, chamada Pixuleco, foi deflagrada em agosto. O nome dessa fase é uma referência ao termo usado por alguns dos investigados para se referir ao pagamento de propina. Segundo a PF, essa fase da operação se concentrou no cumprimento de medidas cautelares em relação a pagadores e recebedores de vantagens indevidas oriundas de contratos com o Poder Público, alcançando beneficiários finais e “laranjas” utilizados nas transações.
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