A sessão secreta que vai definir o destino político do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), não permitirá aos senadores usarem computadores nem deixar os celulares ligados. Os laptops que ficam instalados nas bancadas de cada senador foram retirados do plenário na noite desta terça-feira para evitar que os parlamentares insistam na sua utilização.
Os senadores que revelarem detalhes do que ocorreu nas cerca de quatro horas e meia de sessão podem receber punições desde uma simples censura até a suspensão de mandato. A punição está prevista no Código de Ética do Senado.
A polícia legislativa do Senado realizou nesta terça-feira uma varredura em todo o plenário da Casa. Os policiais checaram se havia gravadores, microfones ou quaisquer instrumentos que pudessem registrar a sessão secreta.
O sistema de som do plenário já foi desligado para garantir o sigilo total dos debates e eventuais comentários ocorridos durante a votação. Os senadores terão que falar em voz alta para serem ouvidos pelos colegas tudo para evitar que os discursos possam vazar por meio do sistema eletrônico.
Renan Calheiros irá discursar por meia hora. O senador ainda não definiu se vai pessoalmente ao plenário, ou se será representado no discurso pelo advogado, Eduardo Ferrão. Os dois também estudam dividir o tempo do discurso, com cada um falando por 15 minutos, já que o tempo previsto pelo regimento para a defesa e a acusação são 30 minutos de discurso.
Ferrão repetirá que seu cliente é inocente e que as denúncias de que teria utilizado recursos da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais são improcedentes. Tanto a ex-senadora Heloisa Helena, que irá defender a perda do mandato, como Ferrão terão de deixar o plenário do Senado tão logo terminem seus apartes.
Somente dois funcionários da Casa poderão acompanhar a sessão: a secretária geral da Mesa, Claudia Lyra, e outro assessor.
Laptops e celulares estão proibidos na sessão contra Renan
Terça, 11 de Setembro de 2007 às 18:23, por: CdB