Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Lancha de emergências do Corpo de Bombeiros é a sentinela do mar

Segunda, 10 de Janeiro de 2005 às 14:33, por: CdB

Desde que foi lançada ao mar em setembro do ano passado pelo secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Carlos Alberto de Carvalho, a lancha de emergência médica do Corpo de Bombeiros já resgatou 389 pessoas em situação de perigo, realizou 18 saídas para socorro, 10 das quais de prevenção, e fez o transporte entre hospitais de seis vítimas.

Projeto inédito no país e uma das mais importantes aquisições do governo do estado para o Corpo de Bombeiros, a lancha de emergência médica-marítima destina-se ao atendimento pré-hospitalar de emergência no mar, como alternativa ao socorro por via aérea.

A embarcação tem 10 metros de comprimento e largura máxima de 3,50 metros, atinge velocidade de até 30 milhas por hora (aproximadamente 55 quilômetros por hora) e tem os seguintes equipamentos de navegação e comunicação: bússola magnética, rádio VHF, GPS, sirene, megafone, giroscópio, holofote, luzes de navegação, sonda e telefone celular. Os equipamentos de resgate incluem bóias, pranchas, rescue-tube, cordas, coletes salva-vidas, guincho e maca de içamento. Entre os equipamentos médicos estão relacionados cilindros fixos e portáteis de oxigênio, duas macas, coletes de estabilização de coluna vertebral, pranchas de imobilização e transporte, colares cervicais, conjunto portátil de reanimação, oxímetros de pulso, glicosímetro, monitor cardíaco, desfibrilador cardíaco bifásico, marca-passo externo, kit descartável para parto e para queimados e medicamentos. Os equipamentos e materiais disponíveis permitem o atendimento a dezenas de vítimas e o transporte de até duas em estado grave.

A missão da lancha, dentro da doutrina operacional do Corpo de Bombeiros, é atuar nas seguintes situações: apoio às ações de salvamento marítimo, atendimento médico de passageiros e tripulação de embarcações na Baía de Guanabara e próximas à costa marítima, atuação em caso de acidentes aeronáuticos envolvendo os aeroportos Santos Dumont e Antônio Carlos Jobim, atendimento aos moradores das ilhas da Baía de Guanabara, transporte de pacientes atendidos no Hospital Municipal Arthur Vilaboim, na Ilha de Paquetá, para outros hospitais de referência, prevenção de emergências médicas em eventos esportivos, filmagens e festa do réveillon, entre outros.

O encarregado operacional da lancha, major médico Nisval de Magalhães Junior, destaca uma situação em que a missão da embarcação foi executada de forma marcante. Ele refere-se ao resgate seguido de atendimento médico a três adultos e um adolescente no costão da Pedra de Itacoatiara, na madrugada de 25 de outubro do ano passado.

- A determinação, a coragem e o profissionalismo dos bombeiros militares envolvidos evitaram a morte daquelas pessoas, fato que mereceu elogio do comandante da área, publicado no boletim interno - informou o major.

A ambulancha, como foi apelidada pelos bombeiros, recebeu o nome de Leonel Brizola, homenagem ao ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, que implantou o Grupamento Marítimo do Corpo de Bombeiros e criou o Grupamento de Socorro de Emergência (GSE) durante o seu governo.

A tripulação é composta por um oficial médico, um bombeiro auxiliar de enfermagem, um mestre arrais e dois marinheiros. Dependendo da missão, a tripulação pode ser completada com guarda-vidas, mergulhadores ou outros bombeiros especializados. A manutenção da embarcação fica a cargo do 1º Grupamento Marítimo, de Botafogo, comandado pel o coronel Claudio Rosa. Os equipamentos médicos são de responsabilidade do Grupamento de Socorro de Emergência (GSE).

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