O ex-ministro de Relações Exteriores embaixador Luiz Felipe Lampreia, que atualmente preside o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), acredita que há espaço para o Brasil participar da reconstrução do Iraque, embora os Estados Unidos pareçam estar reservando esse papel apenas para si e para a Grã-Bretanha. "Acredito que haverá espaço para todos. Mas, certamente, o filé mignon ficará para americanos e britânicos", disse o embaixador. Lampreia, convidado nesta quinta-feira pela Lens & Minarelli para falar sobre os desafios do Brasil na "era Bush", explicou para mais de 300 participantes que a riqueza petrolífera existente no Iraque, quase que incomensurável, tem um peso significativo nas decisões para reconstrução do país, que exigirá dezenas de bilhões de dólares. Para o embaixador, o grande desafio agora é a pacificação e a reconstrução do Iraque. "Mas, antes, há uma série de perguntas que precisam ser respondidas, como qual será o comportamento do povo iraquiano daqui para frente com as forças de ocupação no país e por quanto tempo; quem governará o país; quem será o responsável pelos contratos e licitações." De acordo com o ex-ministro, essas questões ainda não têm resposta, mas são importantes que tenham. Apesar das dúvidas, o ex-chanceler acredita que haverá boas oportunidades para o Brasil em áreas em que tem excelência, como construção civil e construção pesada (infra-estrutura) e venda de alimentos, óleos vegetais e grãos, entre outros.
Lampréia acredita que Brasil pode participar da reconstrução do Iraque
O ex-ministro de Relações Exteriores embaixador Luiz Felipe Lampreia, que atualmente preside o Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), acredita que há espaço para o Brasil participar da reconstrução do Iraque, embora os Estados Unidos pareçam estar reservando esse papel apenas para si e para a Grã-Bretanha. (Leia Mais)
Quinta, 10 de Abril de 2003 às 13:01, por: CdB