O projeto de revitalização do complexo lagunar Piratininga/Itaipu, na Região Oceânica de Niterói, deverá estar concluída até o fim do ano, orçado em R$ 12 milhões. A fase atual é de detonações no interior do túnel que está sendo perfurado para ligar o complexo lagunar ao mar, o que deixará a água da lagoa mais limpa.
Nesta segunda etapa do empreendimento, iniciada em junho, com investimento de R$ 8,5 milhões, estão previstas ainda a construção das comportas do Tibau e Camboinhas e a dragagem de um canal central de 50 metros de largura, na Lagoa de Piratininga, entre as duas comportas. Durante a dragagem serão retirados 120 mil metros cúbicos de sedimentos e esse material será depositado num terreno já cedido pela Prefeitura de Niterói.
Assim que esse trabalho for concluído será implementado o Núcleo Operacional da Serla, que terá como objetivo monitorar a qualidade da água, fazer o replantio da mata ciliar e fiscalizar e combater as ocupações irregulares.
O presidente da Serla, Ícaro Moreno Júnior, destacou que a revitalização está sendo feita junto com o trabalho de fiscalização no entorno da Lagoa de Piratininga.
- Isto é fundamental. Este mês realizamos uma operação de fiscalização e identificamos 193 moradias que ainda não tinham feito a ligação do domicílio à rede de esgotos da cidade. Queremos conscientizar os moradores da necessidade de fazer a ligação do esgoto domiciliar para suspender definitivamente o despejo dele in natura nas lagoas de Piratininga e Itaipu e o uso de fossas - ressaltou Ícaro.
A Serla realizou vistoria em cerca de 700 residências com o objetivo de identificar quem ainda não fez a ligação de esgoto à rede coletora do Consórcio Águas de Niterói, empresa responsável pela coleta e tratamento de esgoto na cidade.
A revitalização do complexo lagunar é semelhante ao que está sendo feito para recuperar as lagoas de Araruama e de Saquarema. Na Lagoa de Saquarema, a abertura do Canal da Barra Franca praticamente dobrou a produção pesqueira do município, segundo relatos dos próprios pescadores da Colônia Z-24. A dragagem que está sendo feita na Lagoa de Araruama já devolveu robalos, camarões e outras espécies que há 22 anos não eram registradas, como a pescadinha e a sardinha.