Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Lagarde: Elegante e forte

Quarta, 29 de Junho de 2011 às 09:30, por: CdB

Perfil de Lagarde

A nova directora do Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde está a ser elogiada como uma mulher fime capaz de dar à organização um novo rumo mais em sintonia com as novas realidades económicas mundiais.

Lagarde vai ser a primeira mulher a ocupar o cargo de directora do Fundo Monetário Internacional.

A organização decidiu-se Terça-feira por Lagarde considerada nos meios financeiros como uma mulher competitiva, dura e muito respeitada.

De 55 anos de idade Christine Lagarde tem sido uma presença elegante e forte na cena política francesa e europeia. Lagarde ganhou respeito generalizado como ministra das finanças da França e tem jogado um papel de liderança na batalha para se resolver a crise financeira na zona do Euro.

A escolha de Lagarde para chefiar o FMI era uma decisão já aguardada pois ela tinha garantido o apoio das potencias dentro da organização nomeadamente os estados Unidos, a Rússia, China e os e países europeus.

A analista Dominique Moisi, do Instituto Francês de Relações Internacionais concorda que Lagarde tem os requisitos necessários para a posição.

“Ela é forte, convincente, uma mulher que inspira confiança que tem uma imagem internacional extremamente boa, falando um inglês perfeito,” disse Moisi.

Alguns analistas afirmam que um dos grandes pontos favoráveis a Lagarde é o facto de ela ser  uma mulher numa instituição dominada por homens.

Ela sucede a Dominque Strauss Khan que se demitiu após ter sido preso sob acusação de ter atacado sexualmente uma empregada de hotel.

Ao contrário de Straus Khan contudo Lagarde não é formada em economia. Mas outro analista do mesmo instituto francês, Phillipe Moreau Defarges disse que ela será capaz de lidar com uma das grandes dores de cabeça do FMI nomeadamente o descalabro financeiro na Grécia que ameaça outros países da zona do euro.

“Ela tem a capacidade de lidar com o caso por uma razão muito simples: tem à sua volta muitas pessoas capazes e há muitas pessoas prontas e desejosas de ajuda-la,” disse.
Tradicionalmente o cargo de director do FMI tem sido dado a um europeu.

As economias emergentes têm estado a pressionar para se acabar com isso mas não conseguiram unir-se em redor de uma única candidatura para fazer face á escolha de Lagarde facilitando assim a sua eleição

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