WASHINGTON, 28 JUN (ANSA) - A ministra francesa das Finanças, Christine Lagardefoi eleita por consenso a nova diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), segundo um comunicado emitido pela organização.
Lagarde sucederá seu compatriota Dominique Strauss-Kahn, que renunciou em maio após ser acusado de abusar sexualmente de uma camareira de hotel em Nova York.
"O talento excepcional e a ampla experiência de Lagarde brindarão uma liderança valiosa para esta instituição indispensável em um momento crítico para a economia global", afirmou o ministro do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, no comunicado que anunciou o apoio de Washington à candidatura da francesa ao cargo.
A defesa da candidatura de Lagarde pelo Brasil, manifestada hoje pelo ministro Guido Mantega, confirmou o favoritismo da francesa. Sua vitória já era dada como certa após a Rússia e os Estados Unidos declararem apoio a ela ao invés de ao mexicano Augustín Carstens, único rival da francesa na disputa.
A nomeação da sucessão de Strauss-Kahn é responsabilidade da mesa diretora, composta por 24 membros, na qual os Estados Unidos têm um poder de decisão de 17%. Os países europeus, cuja maioria já havia declarado apoio a ela, tem pouco mais de 40% dos votos.
A primeira missão de Lagarde, de 55 anos, deverá liderar a tentativa do FMI e da União Europeia (UE) de resgatar a Grécia da recessão, um situação que corre o risco de contagiar vários outros países europeus.
Ele assumirá em 5 de julho e será a primeira mulher a dirigir o organismo desde sua criação, em 1994.
Durante sua campanha à direção do FMI, Carstens afirmou que "não tem sentido" que um europeu fique à frente do Fundo justamente em um momento em que os países da Europa estão às portas de uma nova crise econômica.
Carstens, presidente do Banco Central mexicano, buscou o apoio das nações emergentes, mas fracassou por não ter conseguido reunir apoio massivo dos Estados latino-americanos. (ANSA)
Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026
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