Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Laços com China comunista evitaram crise mais forte na América Latina

Os laços estreitos com a China ajudaram muitos países latino-americanos a sair da crise financeira global de forma muito melhor do que o esperado, disse uma autoridade do Banco Mundial, nesta quarta-feira. (Leia Mais)

Quarta, 28 de Abril de 2010 às 09:38, por: CdB

Os laços estreitos com a China ajudaram muitos países latino-americanos a sair da crise financeira global de forma muito melhor do que o esperado, disse uma autoridade do Banco Mundial, nesta quarta-feira. Destacando o que descreveu como uma "mudança notável", Augusto de la Torre, economista-chefe do Banco Mundial para a América Latina, disse que a "conexão com a China" estava ajudando a região a avançar para uma recuperação rápida.

Há apenas 10 anos, a influência econômica da China era praticamente inexistente na América Latina, que foi dominada por muito tempo pelos Estados Unidos e suas relações políticas e comerciais, disse de la Torre. Agora, porém, a China substituiu os Estados Unidos como o principal parceiro comercial de países como Brasil e Peru. De la Torre disse que a China é o principal motor para o crecimento de muitos países.

– Todos esperávamos que a América Latina faria o habitual, que é pegar pneumonia quando os Estados Unidos se resfria. Desta vez, foi o contrário; os Estados Unidos tiveram pneumonia grave e a América Latina realmente teve um resfriado leve. Os países que estão se recuperando agora mais rapidamente são os países que estão mais relacionados a essa conexão asiática através de commodities e diretamente por meio de relações comerciais com a China. Essa conexão asiática ligou alguns países da região a um polo de crescimento que parece ter um motor próprio – acrescentou de la Torre, citando Brasil, Peru, Chile, Colômbia, Panamá, Costa Rica e Argentina.

O Banco Mundial estima que a economia brasileira, que tem o maior crescimento da região, crescerá cerca de 5,5% neste ano. Mas de la Torre disse à agência inglesa de notícias Reuters que não se surpreenderia se a expansão fosse mais alinhada com as projeções de alguns economistas para uma expansão de até 7%.

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