O governo pretende construir um laboratório científico em alto-mar, próximo às plataformas petrolíferas do pré-sal, para estudar a vida marinha. Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o laboratório ficaria a 500 quilômetros da costa e poderia servir ainda como estrutura de apoio para a produção no pré-sal.
– Nós vamos fazer o primeiro laboratório marítimo fixo em alto-mar. O Brasil não pode olhar para a Amazônia azul que é a plataforma continental só para tirar gás e petróleo. Temos de ter compromisso com a biodiversidade –, disse o ministro.
Mercadante afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem entusiasmo pelo projeto. Ele também já conversou com Petrobras e outras grandes empresas que poderão participar da iniciativa.
Segundo o ministro, o laboratório servirá para estudar a vida marinha e também para monitorar a poluição e o nível de acidez da água do mar.
Apesar de não fazer uma previsão sobre o investimento nesse laboratório, Mercadante disse que, como já terá de ser desenvolvida uma infraestrutura logística em alto-mar para a produção do pré-sal, o custo para colocar o projeto em prática poderá ser reduzido.
O próprio laboratório poderá ser utilizado como uma "estrutura de apoio e retaguarda" para as plataformas do pré-sal.
Mercadante disse que também pretende desenvolver, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um sistema de monitoramento de catástrofes naturais.
– Estamos construindo um projeto de prevenção de catástrofes. Além da previsão de chuvas, que vamos aprimorar mais com radares e o supercomputador. Nós vamos usar as previsões de chuvas para as áreas de risco –, disse o ministro.
Segundo ele, a ideia é utilizar as informações científicas para antecipar possíveis enchentes, deslizamentos de terras ou outros incidentes para, preventivamente, mobilizar a população.
O Brasil tem hoje, disse o ministro, 500 áreas de risco, com cerca de 5 milhões de pessoas potencialmente expostas.
– Nós nunca tivemos problemas naturais, mas com mudanças climáticas e falta de planejamento urbano nós temos hoje –, afirmou.
– É um alerta e vamos ter que trabalhar com o Ministério da Defesa, com as Forças Armadas, com a Defesa Civil para ter capacidade operacional de se mobilizar com antecedência e evitar as tragédias que estão acontecendo sucessivamente –, disse.
O Ministério da Ciência e Tecnologia teve, em 2010, orçamento de R$ 7,6 bilhões. Para este ano, a previsão orçamentária é de R$ 8,1 bilhões.
Laboratório marítimo será construído perto de plataformas
O governo pretende construir um laboratório científico em alto-mar, próximo às plataformas petrolíferas do pré-sal, para estudar a vida marinha. Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o laboratório ficaria a 500 quilômetros da costa e poderia servir ainda como estrutura de apoio para a produção no pré-sal.
Segunda, 10 de Janeiro de 2011 às 08:38, por: CdB
O governo pretende construir um laboratório científico em alto-mar, próximo às plataformas petrolíferas do pré-sal, para estudar a vida marinha. Segundo o ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, o laboratório ficaria a 500 quilômetros da costa e poderia servir ainda como estrutura de apoio para a produção no pré-sal.
– Nós vamos fazer o primeiro laboratório marítimo fixo em alto-mar. O Brasil não pode olhar para a Amazônia azul que é a plataforma continental só para tirar gás e petróleo. Temos de ter compromisso com a biodiversidade –, disse o ministro.
Mercadante afirmou que a presidente Dilma Rousseff tem entusiasmo pelo projeto. Ele também já conversou com Petrobras e outras grandes empresas que poderão participar da iniciativa.
Segundo o ministro, o laboratório servirá para estudar a vida marinha e também para monitorar a poluição e o nível de acidez da água do mar.
Apesar de não fazer uma previsão sobre o investimento nesse laboratório, Mercadante disse que, como já terá de ser desenvolvida uma infraestrutura logística em alto-mar para a produção do pré-sal, o custo para colocar o projeto em prática poderá ser reduzido.
O próprio laboratório poderá ser utilizado como uma "estrutura de apoio e retaguarda" para as plataformas do pré-sal.
Mercadante disse que também pretende desenvolver, no Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), um sistema de monitoramento de catástrofes naturais.
– Estamos construindo um projeto de prevenção de catástrofes. Além da previsão de chuvas, que vamos aprimorar mais com radares e o supercomputador. Nós vamos usar as previsões de chuvas para as áreas de risco –, disse o ministro.
Segundo ele, a ideia é utilizar as informações científicas para antecipar possíveis enchentes, deslizamentos de terras ou outros incidentes para, preventivamente, mobilizar a população.
O Brasil tem hoje, disse o ministro, 500 áreas de risco, com cerca de 5 milhões de pessoas potencialmente expostas.
– Nós nunca tivemos problemas naturais, mas com mudanças climáticas e falta de planejamento urbano nós temos hoje –, afirmou.
– É um alerta e vamos ter que trabalhar com o Ministério da Defesa, com as Forças Armadas, com a Defesa Civil para ter capacidade operacional de se mobilizar com antecedência e evitar as tragédias que estão acontecendo sucessivamente –, disse.
O Ministério da Ciência e Tecnologia teve, em 2010, orçamento de R$ 7,6 bilhões. Para este ano, a previsão orçamentária é de R$ 8,1 bilhões.