Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Komorowski lidera a corrida pela presidência da Polônia

O presidente interino da Polônia, Bronislaw Komorwski, conquistou a maioria dos votos na eleição desse domingo, marcada após a morte do Presidente Lech Kaczynski em um acidente aéreo, mas vai concorrer em segundo turno com o irmão gêmeo do próprio Kaczynski. As pesquisas mostraram que entre 41 e 46 por cento dos poloneses votaram em Komorowski, o candidato do partido PO - Plataforma Cívica pró-negócios, e que até 36 por cento votaram em Jaroslaw Kaczynski, líder do partido de oposição de direita, Lei e Justiça (PiS).(Leia Msis)

Segunda, 21 de Junho de 2010 às 09:28, por: CdB

O presidente interino da Polônia, Bronislaw Komorwski, conquistou a maioria dos votos na eleição desse domingo, marcada após a morte do Presidente Lech Kaczynski em um acidente aéreo, mas vai concorrer em segundo turno com o irmão gêmeo do próprio Kaczynski. As pesquisas mostraram que entre 41 e 46 por cento dos poloneses votaram em Komorowski, o candidato do partido PO - Plataforma Cívica pró-negócios, e que até 36 por cento votaram em Jaroslaw Kaczynski, líder do partido de oposição de direita, Lei e Justiça (PiS).

Grzegorz Napieralski, candidato do partido de esquerda SLD, se saiu melhor do que o esperado, com cerca de 13 por cento dos votos. Mas ele e os outros sete candidatos estão agora fora da corrida, deixando a decisão entre Komorowski e Kaczynski para o segundo turno, no dia 4 de julho.

Os dois homens, ambos católicos conservadores, mas com estilos e pontos de vista diferentes sobre o Euro, reformas do mercado financeiro e sobre o papel da Polônia na Europa, devem cortejar os eleitores de Napieralski ativamente. "Vamos mobilizar as nossas forças para o 4 de julho," disse Komorowski aos seus simpatizantes, em sua sede de campanha.

O presidente, embora menos poderoso do que o governo, pode vetar leis, nomear muitos funcionários-chave e tem poder em relação aos assuntos externos e à política de segurança. Lech Kaczynski havia irritado o governo economicamente liberal do primeiro ministro Donald Tusk, ao bloquear algumas reformas.

A eleição de domingo, marcada como uma das mais incomuns na história de 21 anos da Polônia pós-comunista, foi marcada depois da morte de Lech Kaczynski e outras 95 pessoas, em sua maioria autoridades políticas e militares, em um acidente de avião na Rússia, no dia 10 de abril.

Komorowski se tornou o presidente interino, quando Kaczynski, por causa do seu cargo como presidente da câmara. Analistas políticos alertaram contra a calma e o convencimento da parte de Komorowski, apontando que os principais eleitores de Kaczynski são mais velhos, mais disciplinados e mais propensos a votar no mês que vem, enquanto que a maior parte dos eleitores, mais ricos e mais jovens, do PO estarão de férias.

"O PiS tem um eleitorado de ferro, enquanto que o do PO é menos determinado e pode ignorar o segundo turno. Se isso acontecer, é possível que Kaczynski ganhe," disse Iwona Jakubowska-Branicka, um sociólogo da Universidade de Varsóvia.

Uma pesquisa da SMG-KRC feita para o canal de TV - TVN24 no domingo a noite mostrou que Komorowski vai ganhar por 54 por cento a eleição do segundo turno de 4 de julho, contra 39 por cento de votos para Kaczynski.

O mercado financeiro seria favorável a uma vitória de Komorowski, um moderado, de fala mansa, porque espera-se que ele trabalhe sem problemas com o governo, que está tentando controlar um grande déficit orçamentário e para preparar a Polônia para uma eventual entrada para a Zona do Euro.

Kaczynski provavelmente usaria seu poder de veto para bloquear algumas das reformas, embora ele tenha suavizado a sua retórica e tenha dito que vai buscar fazer acordos, caso seja eleito.

"No lugar de palavras duras, inadequadas e injustas, queremos ter um diálogo significativo," Kaczynski disse aos seus simpatizantes após as pesquisas de domingo terem confirmado a necessidade de um segundo turno, fazendo comentários provavelmente com o objetivo de atrair os eleitores de esquerda.

Muitos da esquerda Polonesa não gostam do conservadorismo nacionalista, eurocético de Kazcynski."Grzegorz Napieralski é um aliado óbvio para Komorowski. Mas, é claro que não é certo que os treze por cento de votos que ele recebeu, irão para Komorowski. Ele terá que trabalhar para eles," disse Pawel Swieboda, presidente do grupo de pensadores Demos-Europa.

Jaroslaw Kaczynski foi primeiro ministro entre 2006 e 2007, quando as suas visões nacionalistas, especialmente sua profunda desconfiança em relação à Alemanha e à Rússia, tornou extremamente tensas as relações da Polônia com seus vizinhos e com a União Européia.

 

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