Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Kirchner rejeita críticas por sua ausência no funeral

Quarta, 06 de Abril de 2005 às 19:00, por: CdB

O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, rejeitou nesta quarta-feira as críticas que recebeu por sua decisão de não assistir ao funeral do papa João Paulo II no Vaticano. Ao pronunciar um breve discurso durante um ato que encabeçou na sede do governo, o presidente reclamou de no país haver setores preocupados com sua ida ou não ao funeral do papa. "Por que não vamos às questões de fundo, às questões sérias?", perguntou Kirchner.

O governante foi questionado por diversos líderes políticos sobre os motivos pelos quais decidiu não viajar à Santa Sé para os funerais de João Paulo II e sobre se pretende fazer isso quando o novo papa assumir.

"Durante muitos anos este país viveu além da formalidade, da superficialidade, muito preocupado com os protocolos, com os níveis de determinada educação", declarou o presidente. "Para alguns, ter convicções é ser adolescente. Prefiro ser adolescente toda a vida", acrescentou em meio aos aplausos dos presentes na assinatura de um contrato para o recapeamento de uma estrada dos arredores de Buenos Aires.

A ausência do governante nas exéquias papais foi criticada pela deputada peronista Hilda Duhalde, mulher do ex-presidente Eduardo Duhalde (2002-2003) e correligionária de Kirchner. O presidente da União Cívica Radical, Ángel Rozas, também criticou a decisão do governante, da mesma forma que a presidente da União por Todos, Patricia Bullrich. Por sua vez, o porta-voz do Arcebispado de Buenos Aires, Guillermo Marcó, disse que, "do ponto de vista protocolar, o que (o governo) está fazendo" não é errado, embora "teria sido bonito" que Kirchner fosse aos funerais do papa.

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