O presidente argentino, Néstor Kirchner, começou na última terça-feira seu segundo ano de mandato 'com apenas um pé fora do inferno', como gosta de dizer. Sobre ele paira o fantasma de que a economia, sua maior aliada desde que chegou ao governo, já não jogue tanto em seu favor.
Kirchner, um peronista que chegou à Casa Rosada sendo praticamente um desconhecido, entusiasmou a população no primeiro ano com um discurso contra a corrupção, que teve como pano de fundo um crescimento econômico de 8,7%.
Mas agora a turbulência nos mercados, a falta de gás que atingiu a indústria em abril e a intrincada situação política de seu partido completam um quadro complicado para o 'Pinguim', como Kirchner gosta de se referir a si mesmo por causa de suas origens patagônicas.
Rio de Janeiro, 18 de Setembro de 2026
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