Rio de Janeiro, 05 de Setembro de 2026

Kirchner fica do lado dos EUA no apoio a medidas de estímulo ao crescimento econômico

Domingo, 27 de Junho de 2010 às 11:17, por: CdB

No último dia de reuniões do G20 (grupo dos países mais ricos, incluindo alguns emergentes), em Toronto, no Canadá, uma série de discussões paralelas se desenrolou. Em uma delas, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, reiterou que os argentinos estão alinhados com os norte-americanos no que refere a estratégia de enfrentamento da crise econômica que afeta, principalmente, a Europa.

– Não há uma receita única para enfrentar a crise, mas acredito que ela poderá ser vencida com estímulos às economias, além da forte e decidida presença do Estado –, disse a presidente.

Os países europeus, ao contrário, têm adotado fortes e impopulares medidas de ajuste, como ocorreu na Grécia, na Espanha e em Portugal. Uma referência sobre isso deve constar do documento final do G20.

Cristina Kirchner sugere ainda que as agências de rating reformulem os critérios adotados atualmente para mensurar o risco de países e empresas. Essas notas influenciam decisões dos investidores. Segundo ela, há restrições generalizadas sobre os critérios adotados pelas agências.

– As agências têm grande responsabilidade quando qualificam os países, mas é estranho afirmarem que a Grécia, mesmo tendo altíssimo nível de endividamento, está mais qualificada do que a Argentina, que paga seus compromissos e possui superávit fiscal e comercial –, reclamou.

A presidente argentina também afirmou que organismos multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Conselho de Segurança das Organização das Nações Unidas (ONU), devem ser modernizados. O assunto será incluído no documento final do G20. Mas sem menções a prazos e datas.

– Quando afirmamos isso não estamos sugerindo que se deve atirar pela janela tudo que o FMI, o Conselho de Segurança e a própria ONU já fizeram. Estamos apenas dizendo que esses organismos estão desatualizados em relação ao que acontece no mundo –, disse Kirchner.

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