Rio de Janeiro, 23 de Setembro de 2026

Khatami diz que confissões de moderados no Irã são "inválidas"

Quarta, 26 de Agosto de 2009 às 09:10, por: CdB

O ex-presidente iraniano Mohammad Khatami disse nesta quarta-feira que confissões judiciais de personalidades moderadas acusadas de fomentarem os distúrbios pós-eleitorais deste ano foram obtidas sob "condições extraordinárias" que as invalidam, segundo a agência de notícias Ilna.

Num julgamento na terça-feira, o quarto desde as polêmicas eleições de junho, o dirigente reformista Saeed Hajjarian, aliado de Khatami, teria dito que "cometeu graves erros durante a eleição ao apresentar análises incorretas".

– Peço desculpas à nação iraniana por esses erros – teria declarado.

Um promotor pediu a pena máxima a Hajjarian, acusado de agir contra a segurança nacional, crime que acarreta até a sentença de morte.

– Essas confissões são inválidas e foram obtidas sob condições extraordinárias. Tais alegações são mentiras deslavadas e falsas – disse o reformista Khatami, que foi presidente entre 1997 e 2005, segundo a Ilna.

Várias outras personalidades moderadas também se sentaram no banco dos réus na terça-feira, entre eles o ex-vice-ministro do Interior Mostafa Tajzadeh, o jornalista Saeed Laylaz, o ex-vice-chanceler Mohsen Aminzadeh e o ex-porta-voz do governo Abdollah Ramezanzadeh.

Todos eles são acusados de terem estimulado os protestos populares que se seguiram à eleição de junho, quando o presidente radical Mahmoud Ahmadinejad foi reeleito. Alguns deles confessaram ter cometido "erros."

A oposição apontou fraude na eleição de junho, e o governo reprimiu os protestos com violência, na pior crise interna no Irã desde a revolução de 1979, que expôs profundas divisões entre a elite do regime clerical.

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