candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, John Kerry, propôs na sexta-feira um aumento de 36 por cento no salário mínimo até 2007, que, segundo ele, permitiria a famílias em dificuldades pagar dez meses de supermercado ou oito meses de aluguel.
Ele pretende imprimir um aumento gradual de 1,85 dólar à hora trabalhada, cujo pagamento mínimo é de 5,15 dólares desde 1997.
"Aplique isso em uma semana de trabalho e poderá tomar conta de sua família", disse Kerry a uma audiência de convidados. "Você vai poder pagar suas contas."
O maior objetivo do aumento, segundo a campanha, é beneficiar as mulheres.
A elevação do salário mínimo é uma velha reivindicação dos democratas, assim como dos sindicalistas, que se uniram à campanha de Kerry desde que seu candidato favorito, o deputado Richard Gephardt, abandonou a disputa. As eleições presidenciais norte-americanas acontecem em 2 de novembro.
O presidente George W. Bush, que concorre à reeleição, analisará qualquer proposta "razoável" de aumento gradual do salário mínimo, desde que isso não imponha custos inaceitáveis sobre as microempresas, disse o porta-voz de sua campanha, Steve Schmidt.
Bush, que tenta capitalizar na campanha dados positivos como a criação de 1,2 milhão de empregos desde o início do ano, costuma pintar Kerry como um pessimista econômico que pretende aumentar os impostos.
"George Bush quer dizer às pessoas: não é ótimo como as coisas estão cor-de-rosa?", disse Kerry. "Mas nossa economia não está trabalhando para o americano médio. Acredito que possamos fazer melhor que isso. Sou um otimista. Somos um país de gente que faz."
Um relatório preparado por nove especialistas que trabalham para a campanha de Kerry diz que, dos 15 milhões de pessoas diretamente beneficiadas pelo aumento, 61 por cento seriam mulheres.
"Está na hora de lembrar uma verdade básica -- uma América mais forte começa bem aqui, em casa", disse Kerry. "Há trabalhadores hoje, muitos deles mulheres, com dificuldades para sobreviver com o salário mínimo. Isso está errado."