O senador John Kerry acumulou uma série de vitórias em todo o país nesta terça-feira, expulsando seu rival John Edwards da corrida e tornando-se o candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos, em novembro.
Kerry, senador por Massachusetts, venceu em pelo menos sete Estados, inclusive Ohio, Geórgia e Nova York. Antes da chamada Superterça, em que dez Estados votam, Kerry já acumulava 18 vitórias em 20 Estados.
Edwards esperava conter o impulso de Kerry, mas cancelou uma viagem de campanha para o Texas e vai voltar para seu Estado, a Carolina do Norte, onde, segundo assessores, vai formalizar sua desistência numa escola de Raleigh, frequentada por dois de seus filhos.
A simpatizantes em Atlanta, ele disse que sua campanha vinha sendo ``um pequeno motor'' que levantou questões como pobreza, direitos civis e igualdade para os negros. Howard Dean, que desistiu da candidatura há duas semanas sem ter vencido em um único Estado, conquistou o maior número de votos em Vermont, onde ainda aparecia nas cédulas. Ele foi governador de Vermont durante 11 anos.
A disputa ainda estava indefinida até o início da madrugada desta quarta-feira em alguns locais, mas Kerry venceu em Connecticut, Maryland, Rhode Island e na sua Massachusetts natal, além de Ohio, Geórgia e Nova York.
Outros três Estados ainda não haviam anunciado oficialmente os resultados, inclusive a Califórnia, um dos mais importantes Estados norte-americanos. Edwards e o presidente George W. Bush telefonaram para Kerry cumprimentando-o pela vitória, segundo assessores.
Kerry já vinha fazendo campanha como se fosse o indicado, concentrando seus ataques em Bush e criticando especialmente suas políticas econômica e externa. Bush deve reagir na quinta-feira, lançando seus primeiros anúncios televisivos em 17 Estados.
O bom desempenho de Kerry nesta terça-feira não lhe dá os 2.162 delegados necessários para ser formalmente escolhido na convenção democrata de julho, mas deixa Edwards sem apoio nem dinheiro para prosseguir.