O senador democrata por Massachusetts e ex-candidato à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, rompeu hoje seu silêncio para condenar supostas irregularidades registradas nas últimas eleições americanas, o que teria impedido milhares de pessoas de votar.
Embora tenha deixado claro que não tem a intenção de recorrer aos tribunais para impugnar os resultados, Kerry denunciou que no dia 2 de novembro "milhares de pessoas" viram-se privadas de seu direito a exercer o voto.
Suas declarações, umas das mais críticas que fez sobre as últimas eleições, aconteceram na cerimônia anual celebrada hoje em Boston para comemorar o dia de Martin Luther King.
O senador democrata destacou que as urnas foram distribuídas de forma muito irregular, o que fez com que nos distritos democratas as pessoas tivessem que esperar quatro, cinco ou até mesmo onze horas para poder votar. No entanto, acrescentou, os republicanos fizeram-no em dez minutos.
O senador chegou a comparar os esforços para a construção de uma democracia no Iraque com o sistema de votação dos EUA, ao argumentar que foi retirado o nome de muitos americanos das listas.
"Em uma nação que está disposta a gastar vários milhões de dólares no Iraque para levar o país à democracia, não podemos tolerar que tanta gente aqui tenha tido seu direito à participar da democracia negado", insistiu.