Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Katia Dotto traz <i>Amabile</i> ao Rio

Segunda, 11 de Janeiro de 2010 às 09:18, por: CdB

A partir da próxima sexta-feira, a cantora e compositora Kátia Dotto traz o show de seu novo CD, Amabile, para curta temporada no Teatro Café Pequeno, no Leblon, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A cantora e sua banda se apresentam lá até 5 de fevereiro.

No repertório, além das músicas do novo disco, como Rua de trás, Quem Vê a noite, Sob o céu, Quando você descobrir, e todas as demais, Kátia ainda toca Fora de si, de Arnaldo Antunes, e Go Tell, a finalista do Oi Tem Peixe na Rede, de seu segundo disco.

Amabile é a palavra que os italianos usam pra dizer amável, agradável, cativante; Amabile é também o sobrenome da avó paterna de Katia Dotto. A partir daí, reunindo um repertório de composições próprias, pontuado por referências à infância, à afetividade e ao amor, com uma sonoridade leve e agradável, o primeiro trabalho de Kátia Dotto já nasceu batizado: Amabile, é claro.

Com passagens pelo Penélope, Leela e Madame Mim, a guitarrista que já havia se aventurado pelo baixo e lançado dois discos como cantora - Do lado de dentro (2005) e Kátia Dotto (2007) – cavou espaço na cena independente do Rio de Janeiro, se apresentando em pequenos festivais, fazendo bonito no Oi Tem Peixe na Rede, no qual chegou entre os três finalistas (de mais de 800 bandas/ artistas selecionados) pelo voto popular, ganhando uma miniturnê pelo país e uma indicação no site Trama Virtual. Acumulou, portanto, bagagem suficiente para lançar seu primeiro disco “cheio”, como ela mesma gosta de chamar.

Com produção de Erika Nande (Penélope), Amabile chega despretensioso.

– A idéia central era a de que fosse um disco curto, que a pessoa colocasse pra tocar desde a primeira música e, quando se desse conta, já tinha ouvido o álbum inteiro, de uma maneira fácil –, simplifica Erika.

Despretensioso, porém de uma sonoridade elaborada, com muito violão, viola, bandoneon, metais, Hammond, Fender Rodes, quebrando o compasso das canções (compostas em 7, em 13, ... nos termos técnicos) – uma riqueza na combinação de instrumentos que confere uma unidade vintage ao disco. Tudo muito delicado, no entanto, com arranjos construídos para deixar a voz sobressair.

– O meu trabalho ganhou uma suavidade nunca antes alcançada e acho que minha voz finalmente encontrou seu lugar –, acalenta Katia Dotto.

Ao todo, Amabile conta com dez músicas, sendo a metade de autoria da cantora: Eu te digo; Quem Vê a noite, em homenagem à amiga e cantora Martha V - daí o titulo Quem “Ve” a noite; Sob o céu, Alguma coisa + prá ser; e São Francisco, segundo Katia, “um caso de amor entre Salvador e San Francisco”.

Erika Nande compôs três canções: a que abre o disco, Cinco cores que, inspirada em Arthur Bispo do Rosário, enumera as coisas que existem no mundo; Se eu fosse de lá e Quando você descobrir; Já Rua de trás é uma parceria entre as duas. Completa a lista Abri meus olhos, da própria Martha V.

Em comum entre elas, a abordagem de temas do cotidiano de forma leve: da dificuldade da entrega às lembranças da infância, da influência do ambiente à distância dos amigos, da insônia ao amor em seu mais puro estado.

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