Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Karzai é declarado presidente do Afeganistão após renúncia de adversário

O comitê eleitoral do Afeganistão declarou Hamid Karzai presidente, nesta segunda-feira, depois que o segundo turno foi cancelado com a desistência de seu único rival. O segundo turno, pedido depois que a eleição de agosto foi inviabilizada por denúncias de fraude, aconteceria em 7 de novembro. (Leia Mais)

Segunda, 02 de Novembro de 2009 às 12:16, por: CdB

O comitê eleitoral do Afeganistão declarou Hamid Karzai presidente, nesta segunda-feira, depois que o segundo turno foi cancelado com a desistência de seu único rival. O segundo turno, pedido depois que a eleição de agosto foi inviabilizada por denúncias de fraude, aconteceria em 7 de novembro.

– O Comitê Eleitoral Independente declara o estimado Hamid Karzai como o presidente... porque ele foi o vencedor do primeiro turno e porque é o único candidato do segundo turno – disse o chefe do comitê, Azizullah Ludin, em uma coletiva de imprensa.

Ludin disse a uma plateia lotada de jornalistas que a decisão foi tomada para poupar o povo afegão dos gastos e do risco de outra eleição, e porque uma disputa com um único candidato levantaria questões sobre a legitimidade da presidência. O ex-chanceler Abdullah Abdullah retirou sua candidatura no fim de semana, alegando dúvidas sobre a credibilidade do processo eleitoral.

– Karzai perdeu sua legitimidade, ele é um presidente muito fraco e não pode governar sem o dr. Abdullah. Então a bola está no campo do dr. Abdullah agora – disse o analista político baseado em Cabul Haroun Mir.

A campanha de Karzai no domingo descartou uma coalizão com Abdullah, mas ele está sendo pressionado para trazer o rival ao governo. Mais cedo, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez uma visita-surpresa a Cabul, enquanto diplomatas reuniam forças para resolver a prolongada crise política.

– Continuamos apoiando o povo do Afeganistão em sua busca por prosperidade e paz – disse Ban.

A saída de Abdullah da disputa lançou dúvidas sobre a legitimidade do próximo governo. Um governo afegão fraco sob Karzai seria um golpe para o presidente dos EUA, Barack Obama, que estuda enviar até 40 mil novos soldados para combater um ressurgente Taliban no Afeganistão. Abdullah deixou a porta aberta para futuras discussões, mas disse que não foi feito nenhum acordo para sua saída da disputa, vista por diplomatas como a única maneira de poupar o país de mais incerteza que desacredita o governo e ajuda a insurgência.

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