O goleiro Oliver Kahn, relegado ao banco de reservas da Alemanha na Copa 2006, confessou nesta terça-feira à imprensa alemã que sofre ao assistir aos jogos da seleção nacional.
- Estar no banco, ao invés do gol, é sem dúvida o momento mais difícil para mim. Hé muitas emoções fortes neste momento, não consigo relaxar, sofro muito -, declarou Kahn.
No entanto, o goleiro, que falou em público pela primeira vez desde o início da Copa, na sexta-feira passada, não parece resignado.
- Estou preparado para jogar, treino duro. Não quero que nada aconteça a Lehmann - em uma referência ao rival escolhido pelo técnico Jurgen Klinsmann para ser o titular.
Kahn, escolhido o melhor jogador do Mundial 2002, confessou ter descoberto um novo aspecto de sua personalidade.
- Esta experiência é muito diferente: é preciso desenvolver o espírito de equipe, entender-se com todos, cuidar do comportamento porque os jogadores jovens prestam atenção no que faço e isto é algo que subestimei durante muito tempo - comentou o goleiro, reserva nas Copas de 1994 e 1998.
Kahn continua motivado apenas dois dias antes de completar 37 anos. "Depois de uma derrota, sempre consegui me levantar para ganhar algo", observou.
O novo Kahn admite que, "de certo modo", também se sentirá feliz se for campeão do mundo, mesmo que seja no banco.