Rio de Janeiro, 24 de Agosto de 2026

Gaddafi oferece armistício e se nega a deixar o poder

O ditador líbio, Muammar Kadafi, está disposto a negociar um armistício com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas ao mesmo tempo não pretende renunciar ao poder, que ocupa há quase 42 anos.

Sábado, 30 de Abril de 2011 às 08:05, por: CdB
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O ditador líbio, Muammar Gaddafi, está disposto a negociar um armistício com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), mas ao mesmo tempo não pretende renunciar ao poder, que ocupa há quase 42 anos. – A Líbia está disposta a aceitar um cessar-fogo, que não deve ser unilateral – disse Kadafi em pronunciamento exibido pela televisão estatal líbia nas primeiras horas deste sábado. A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) rejeitou a proposta de abertura de negociações feita pelo líder Ghaddafi. O líbio apelou para o fim do cessar-fogo e o início de uma etapa de negociações para encerrar a crise no país. Porém, ele exigiu que, primeiro, os militares estrangeiros parem com os ataques contra civis. De acordo com a Otan, mais do que palavras, é necessário demonstrar as intenções em ações. A Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que permite tomar medidas necessárias para proteger os civis na Líbia, define que é necessário assegurar o fim dos ataques e abusos contra civis no país. Ocupando espaço na rede estatal de televisão hoje, o dirigente líbio reafirmou que não deixará o poder. Ao se dirigir à comunidade internacional, Gaddafi apelou à França e aos Estados Unidos para negociarem com ele uma saída para a crise no país. Segundo Gaddafi, os “líbios o amam” . – Sou sagrado para o povo líbio, sou um símbolo e um pai para eles. Estamos prontos a negociar com a França e os Estados Unidos, mas sem que sejam impostas condições – afirmou. A crise na Líbia provocou reações na comunidade internacional. Há sanções impostas ao país que afetam a economia e o comércio, assim como desde março foram autorizados ataques áereos às bases militares de Khadafi. A oposição tenta ganhar apoio externo para ampliar sua força no país. A organização não governamental Federação Internacional das Ligas dos Direitos Humanos estima que mais de 6 mil pessoas morreram na Líbia em decorrência dos conflitos armados na região. A Otan prossegue com os bombardeios.
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