As Juventudes do Partido de Centro norueguês pediram, que seu país renuncie à entrega do Prêmio Nobel da Paz porque consideram que a política do primeiro-ministro democrata-cristão, Kjell Magne Bondevik, quebrou a tradição pacifista desta nação nórdica.
Por isso, pedirão no próximo congresso das Juventudes Centristas dos países nórdicos, que será realizado em agosto na Islândia, que esse país passe a entregar o reconhecido prêmio todos os anos.
"A Noruega não merece a honra que o Nobel da Paz representa. No último século sobressaímos incentivando soluções pacíficas em conflitos internacionais, mas com este governo escolhemos uma linha militarista que implicou em atos de guerra na Sérvia e no Iraque", assinalou Trygve Slagsvold, líder do grupo, ao jornal "Dagsavisen".
A escolha da Islândia se fundamenta no fato do país não ter exército e não seguir a política do presidente dos Estados Unidos, George Bush, ainda que tenha bases militares desse país em seu território, ao contrário da Noruega.
Alfred Nobel decidiu em seu testamento deixar sua fortuna para os prêmios que levam seu nome, e deixou escrito que quatro deviam ser entregues na Suécia e que o Nobel da Paz deveria ser entregue por um comitê eleito pelo Parlamento Norueguês, devido à tradição pacifista deste país.
"Este prêmio é uma questão de honra e um privilégio sem comparação para a Noruega, Alfred Nobel era muito consciente do que fez e o apoio. Tudo está fixado nos estatutos: não é possível nem desejável mudar de país", declarou o presidente do Comitê Nobel ao jornal Ole Danbolt Mjoes.