Rio de Janeiro, 27 de Setembro de 2026

Justiceiro detido no Afeganistão diz trabalhar para os EUA

Quarta, 21 de Julho de 2004 às 05:39, por: CdB

Um norte-americano preso no Afeganistão com dois compatriotas por deterem ilegalmente supostos militantes islâmicos disse nesta quarta-feira que trabalhava para o governo dos Estados Unidos.

Jonathan "Jack" Idema disse que mantinha contatos frequentes com o Pentágono e outras agências dos EUA durante seu trabalho perseguindo militantes islâmicos no Afeganistão, incluindo membros da Al Qaeda.

"Estávamos trabalhando para o grupo contraterrorista dos EUA e trabalhando com o Pentágono e algumas outras agências federais", disse Idema a repórteres antes da abertura do seu julgamento. "Estávamos em contato direto por fax e email e telefone com o gabinete de Donald Rumsfeld", disse, em referência ao secretário de Defesa dos EUA.

Os militares dos EUA e tropas de manutenção da paz da Otan disseram que o grupo não agia em benefício, ou em conjunto, com suas forças. Idema e seus dois colegas norte-americanos foram presos em 5 de julho, depois de um curto tiroteio em Cabul.

Eles e outros cúmplices prenderam e interrogaram ilegalmente oito pessoas que acreditavam ser terroristas, disseram autoridades do Afeganistão. Eles podem pegar até 15 anos de prisão se forem condenados por detenção ilegal e tortura.

As prisões são mais uma dor de cabeça para as forças estrangeiras no Afeganistão, onde os militares dos EUA sofrem críticas pela maneira como tratam supostos militantes presos. O grupo Human Rights Watch acusou os EUA de abuso "sistemático" de prisioneiros.

A corte reuniu-se por duas horas nesta quarta-feira e um promotor deu detalhes das acusações contra Idema e seus dois colegas, identificados como Edward Caraballo e Brent Bennett. Idema disse que Caraballo é jornalista.

Com óculos escuros, botas de combate, calças cáqui e com a bandeira dos EUA no ombro, Idema foi levado à corte algemado. As algemas foram retiradas no início da sessão.
Idema disse a repórteres que descobriu um plano de assassinato contra ministros do governo afegão e capturou um chefe de inteligência do Taliban em maio. Ele teria sido entregue a autoridades militares dos EUA. O julgamento foi suspenso por 15 dias.

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