Rio de Janeiro, 27 de Abril de 2026

Justiça vai fiscalizar funcionários públicos estratégicos

Secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto anunciou que, em 2006, o governo quer colocar em prática o Programa de Acompanhamento de Pessoas Politicamente Expostas. (Leia Mais)

Segunda, 26 de Dezembro de 2005 às 11:17, por: CdB

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, adiantou nesta segunda-feira que, em 2006, o governo pretende colocar em prática o Programa de Acompanhamento de Pessoas Politicamente Expostas. Segundo ele, o ministério irá acompanhar pessoas que ocupam altos cargos públicos e aqueles que trabalham em postos "estratégicos", como em comissões de licitações.

A proposta já foi discutida nas edições do Encontro da Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Encla).

- É uma espécie de vacina contra a corrupção. Muitas vezes, a gente vê casos históricos em órgãos públicos de compra superfaturada, de corrupção, de enriquecimento ilícito por parte do agente público, o que não pode acontecer - ressaltou Barreto.

No início do trabalho será feito um levantamento sobre essas pessoas, com dados do Banco Central e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

- Qualquer movimentação bancária suspeita, de patamares mais altos, em nome de pessoas que têm cargos públicos e salários conhecidos, deve ser detectada e investigada. Às vezes, a oportunidade faz com que a pessoa acabe tendo um desvio de conduta, seja por pressão de uma empresa que esteja fora do governo querendo entrar, seja de tentações naturais que as pessoas não podem sucumbir - disse.

Barreto afirmou que a idéia é que se amplie o controle social sobre as pessoas que trabalham com dinheiro público.

- Ela deve ser fiscalizada, monitorada e deve responder pelos seus atos, sem a necessidade de se invocar sigilo a cada momento que uma dúvida surgir - completou.

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